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Obama diz que não sabia de "grampos" contra aliados

Documentos vazados por Snowden revelaram espionagem de Brasil, Alemanha, Itália e França

Internacional|Do R7

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Segundo Obama, ele não busca saber a origem das informações obtidas sobre os aliados
Segundo Obama, ele não busca saber a origem das informações obtidas sobre os aliados

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta quinta-feira (7) que não sabia como os serviços de Inteligência obtinham informações sobre os países aliados, após o mal-estar diante das revelações de espionagem contra diversos líderes europeus.

"Como todos os presidentes, quando me mostram dados de Inteligência, em particular quando se trata de aliados como a Alemanha, não fico procurando saber a origem da informação", disse Obama à rede de televisão NBC.


— Se são outros países envolvidos, que representam uma ameaça para os Estados Unidos, então não apenas me interesso pela informação, mas também sobre como foi obtida, porque aí sim isto é relevante.

A Casa Branca prometeu conter as atividades de espionagem dos serviços americanos após uma onda de protestos de países europeus e latino-americanos decorrentes das revelações do ex-assessor de Inteligência Edward Snowden.


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Relações abaladas

A confiança que os alemães têm nos Estados Unidos caiu consideravelmente depois das revelações sobre as suspeitas de espionagem americana, segundo uma pesquisa publicada na noite de quinta-feira (7).

De acordo com esta pesquisa, realizada pela rede de televisão pública alemã ARD, apenas 35% dos alemães consideram que os Estados Unidos são um sócio no qual se pode confiar, ou seja, 14 pontos a menos que em julho.

Segundo a pesquisa, realizada com 1.002 pessoas entre os dias 4 e 5 de novembro, 61% dos alemães acreditam que os Estados Unidos não são um sócio digno de confiança.

Os alemães também se mostram céticos ante Obama. Apenas 43% estão satisfeitos com seu trabalho, ou seja, 32 pontos a menos em comparação com setembro de 2012.

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