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Obama e manifestantes celebram 50 anos do discurso de Martin Luther King

Internacional|Do R7

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Por Ian Simpson e Jeff Mason

WASHINGTON, 28 Ago (Reuters) - Os Estados Unidos ainda lutam para realizar plenamente a visão descrita há 50 anos pelo líder negro Martin Luther King no seu famoso discurso "Eu Tenho Um Sonho", pois a meta de segurança econômica para todos permanece ilusória, disse o presidente Barack Obama na quarta-feira.


Obama, primeiro presidente negro dos EUA, falou a milhares de pessoas que ocuparam a esplanada National Mall, em Washington, para rememorar a histórica fala de King, que passou a simbolizar a luta por igualdade entre brancos e negros nos EUA.

Obama disse que o discurso de King inspirou milhões de norte-americanos para que lutassem por uma sociedade mais justa e por direitos que hoje são considerados banais.


"Diminuir a magnitude desse progresso, sugerir, como fazem alguns às vezes, que pouco mudou, isso desonra a coragem, o sacrifício daqueles que pagaram o preço de marchar naqueles anos", disse Obama.

"Mas desonraríamos esses heróis também ao sugerir que o trabalho desta nação está de alguma forma completo", afirmou ele, descrevendo a justiça econômica como um "trabalho inconcluso" na batalha dos direitos civis.


A marcha da quarta-feira, em que muitos participantes usavam camisetas com o rosto de King, começou perto do Congresso. Ela foi liderada por uma fila de militares veteranos e por pessoas que estiveram na marcha de 1963, de braços dados. As pessoas cantavam "We Shall Overcome" ("devemos superar") e outros hinos dos direitos civis.

O combate a leis eleitorais supostamente restritivas para minorias, a luta contra o desemprego e a redução da violência armada entre os afro-americanos estão entre as questões que líderes dos direitos civis colocam na linha de frente dos seus esforços em 2013.


"Esta marcha era para ser sobre empregos, mas é sobre mais do que isso", disse a manifestante Ash Mobley, de 27 anos, que disse estar lá para representar sua avó, participante da marcha de 1963.

Discursaram também os ex-presidentes Bill Clinton e Jimmy Carter e membros da família de King, na mesma escadaria do Memorial Lincoln onde o pastor batista fez seu discurso de 28 de agosto de 1963.

Um sino soou às 15h (16h em Brasília), marcando o momento exato em que o pronunciamento terminou, com a frase: "Que soe a liberdade".

(Reportagem adicional de Mark Felsenthal, Roberta Rampton e Steve Holland)

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