Obama mantém pressão sobre republicanos no 9º dia de bloqueio
Internacional|Do R7
Washington, 9 out (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, iniciou nesta quarta-feira uma rodada de reuniões a portas fechadas com líderes do Congresso na busca de uma solução para a crise orçamentária, após ressaltar que o fechamento parcial da administração federal, em seu nono dia, é "completamente desnecessário". Obama se reuniu na Casa Branca com os líderes democratas da Câmara dos Deputados e amanhã deve se reunir com os republicanos desse órgão legislativo e com a bancada democrata do Senado, como parte de uma ofensiva política para conseguir a reabertura da burocracia federal e o aumento do teto da dívida. A Casa Branca disse em comunicado que durante a reunião de uma hora, Obama agradeceu o apoio dos democratas a um orçamento temporário sem condicionantes para restabelecer as operações das agências federais e "pôr fim a dor desnecessária" causada pelo fechamento. Tanto Obama como os democratas do Congresso continuarão pressionando para que os líderes republicanos da Câmara permitam um simples voto de "sim ou não" - sem adendos - a uma medida orçamentária aprovada pelo Senado que restabeleceria a normalidade, disse a Casa Branca. Obama e os legisladores democratas concordaram que não podem permitir que uma "facção" da bancada republicana, em alusão ao Tea Party, exija o pagamento de um "resgate" por fazer o trabalho que é da responsabilidade deles, a aprovação do orçamento, afirmou a Casa Branca. Obama reforçou seu desejo de que, uma vez resolvida a crise, se possa entabular um diálogo com os partidos sobre um acordo orçamentário mais amplo, centrado na criação de empregos, no crescimento econômico e no fortalecimento da classe média. Obama assegurou que a disputa atual no fundo é uma luta pelo avanço das "famílias trabalhadoras" e por criar oportunidades para todos. Durante uma entrevista a emissora "CBS", Obama insistiu hoje em condicionar as negociações com os republicanos da Câmara primeiro ao financiamento das operações do governo. Obama sugeriu que o ponto morto se deve à intransigência do presidente da Câmara, John Boehner, e o resto dos republicanos, a ideia de deixar o país à beira do precipício se a Casa Branca não aceitar a eliminação da reforma da saúde. Em uma negociação normal, "ninguém obtém 100% do que quer" e o que Boehner "disse basicamente é que se não consegue o que quer totalmente, então não reabrirá o governo", se queixou Obama. Segundo os observadores, a reunião de Obama com os republicanos amanhã será uma importante prova de fogo para resolver a crise. O encontro com os republicanos só contará com um punhado de negociadores e não com toda a oposição, como teria desejado o presidente, o que provocou uma resposta irada da Casa Branca. Obama "pensou que era importante falar diretamente com os legisladores que impuseram esta crise econômica ao país sobre como o fechamento (parcial) do governo e a incapacidade de pagar as faturas do país poderiam devastar a economia", explicou em comunicado o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney. "Se os republicanos querem ter uma verdadeira discussão, deveriam reabrir o governo e tirar da mesa a ameaça da inadimplência", afirmou. Um porta-voz de Boehner, Brendan Buck, rebateu que, às vésperas de os Estados Unidos alcançarem o teto da dívida, na próxima quinta-feira, 17, uma reunião só vale a pena se a meta "é encontrar uma solução". "Esperamos que esta seja uma reunião construtiva e que o presidente finalmente se dê conta que os americanos esperam que seus líderes possam se sentar e resolver suas diferenças", ressaltou Buck. Obama mantém a pressão sobre os republicanos no momento em uma pesquisa divulgada nesta quarta, da empresa Gallup, a popularidade da oposição desceu a 28% entre o público americano, uma queda de dez pontos em relação a setembro. Já os democratas sofreram só uma queda de quatro pontos, para 43%, segundo a pesquisa. EFE mp/cd











