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Obama promete “destruir” o Estado Islâmico em discurso na TV

Presidente americano fez pronunciamento sobre o atentado em San Bernardino, na Califórnia

Internacional|Agência Brasil, com Reuters

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“A ameaça do terrorismo é real, mas vamos superá-la”, disse Barack Obama (FOTO ILUSTRATIVA)
“A ameaça do terrorismo é real, mas vamos superá-la”, disse Barack Obama (FOTO ILUSTRATIVA)

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez na noite de domingo (6) a maior defesa até o momento de sua estratégia para derrotar o Estado Islâmico, mas não apresentou nenhuma mudança na política dos EUA para confrontar o que chamou de "nova fase" da ameaça terrorista, após um massacre a tiros na Califórnia. No entanto, ele prometeu “destruir” o grupo extremista.

“A ameaça do terrorismo é real, mas vamos superá-la”, disse Barack Obama, num discurso transmitido pela televisão, apenas o terceiro que profere a partir da Sala Oval.


— Vamos destruir o Estado Islâmico e qualquer organização que tente fazer-nos mal.

Em um raro pronunciamento no Salão Oval da Casa Branca, Obama buscou acalmar o nervosismo público crescente nos EUA por conta da luta contra militantes islâmicos, que parecia ser travada somente no exterior.


Seus comentários falharam em acalmar os críticos republicanos, que há tempos o acusam de subestimar a força e poder de resistência dos militantes.

Obama usou os 14 minutos de aparição na televisão para traçar uma cuidadosa linha sobre o que iria ou não fazer. Ele prometeu, por exemplo, "caçar conspiradores terroristas" onde estiverem. Mas insistiu que "não devemos ser levados mais uma vez para uma longa e custosa guerra no Iraque ou Síria".


O pronunciamento aconteceu quatro dias após o cidadão norte-americano Syed Rizwan Farook, de 28 anos, e sua mulher paquistanesa, Tashfeen Malik, de 29, abrirem fogo em uma festa para funcionários civis em San Bernardino, na Califórnia, matando 14 pessoas. O casal foi morto horas depois em confronto com a polícia.

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— Neste momento, não há qualquer indicação de que os atacantes foram dirigidos por um grupo terrorista a partir do estrangeiro.

No entanto, para ele, é “claro” que o casal que perpetrou o ataque de quarta-feira (2) “seguiu o caminho obscuro da radicalização”, “abraçando uma pervertida interpretação do Islã que apela à guerra contra a América e o Ocidente”.

O presidente condenou o ataque como "um ato de terrorismo feito para matar pessoas inocentes". Mas também disse que San Bernardino mostrou que "a ameaça terrorista evoluiu para uma nova fase", à medida que o Estado Islâmico usou a internet para "envenenar as mentes" de possíveis agressores.

Obama também fez uma ligação entre a segurança nacional e a necessidade de controle de armas após o massacre mais recente nos Estados Unidos. Ele apelou para que sejam aprovadas leis mais rígidas para a compra de armamentos, citando, em especial, rifles de assalto, para que os americanos estejam mais seguros contra atentados terroristas e contra ações de grupos como o Estado Islâmico.

O FBI está investigando o ataque com estilo paramilitar na Califórnia como inspirado pelo Estado Islâmico, que controla partes da Síria e Iraque e mostrou um alcance expandido para além de seus redutos no Oriente Médio.

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