Alasca pode retomar abate de ursos pardos; entenda
Organizações de conservação tentam suspender decisão favorável a programa de controle
Internacional|Do R7
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Um juiz dos Estados Unidos decidiu que o Alasca poderá retomar o abate de ursos-negros e pardos como parte de um programa voltado à proteção de uma pequena população de renas no sudoeste do estado.
Duas organizações de conservação tentam suspender a medida. Uma ação judicial que questiona sua legalidade segue em tramitação. Os grupos Alaska Wildlife Alliance e Center for Biological Diversity afirmam que o programa não possui respaldo científico e viola a Constituição americana.
O pedido de liminar, no entanto, foi rejeitado pelo juiz Adolf V. Zeman. Segundo informações do The New York Times, o magistrado declarou que os autores da ação “não conseguiram demonstrar claramente que o estado não tinha base razoável” para adotar uma nova versão do programa de controle de ursos.
LEIA MAIS
Os ursos, aponta o NYT, são abatidos na primavera, que é quando ocorre a temporada de nascimento das renas. Os animais costumam ser caçados por meio de aviões de pequeno porte ou helicópteros.
O programa, que deve ter suas operações retomadas em breve, permite o abate de ursos de qualquer idade e não estabelece um limite para o número de animais mortos. Autorizada em 2022, a medida deve permanecer em vigor até 2028. Entre 2023 e 2025, o estado matou 191 ursos — incluindo 20 filhotes em menos de um mês, em 2023 —, segundo a ação judicial e a Alaska Wildlife Alliance.
Autoridades estaduais defendem que o abate — que também inclui lobos — é fundamental para recuperar o rebanho de renas, uma importante fonte de subsistência para comunidades locais. Dados do Alaska Department of Fish and Game compilados pelo NYT apontam que o grupo chegou a atingir cerca de 190 mil animais em 1997, mas começou a diminuir pouco tempo depois.
Em 2019, a população havia caído para aproximadamente 13 mil, uma redução de 94%. Segundo o NYT, nos últimos anos, a população se estabilizou e até apresentou crescimento. No ano passado, o departamento estimou que o rebanho contava com mais de 16 mil renas, um aumento de 15,7% em relação a 2024.
Os críticos do programa, por outro lado, afirmam que a queda do rebanho não pode ser atribuída apenas à predação. Segundo eles, fatores como a redução da disponibilidade de alimento, as mudanças climáticas — que afetam o habitat natural das renas —, a caça fora de temporada e, principalmente, doenças também contribuíram para a queda da população.
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp



