Obama recebe presidente de Mianmar na Casa Branca
Internacional|Do R7
O presidente americano, Barack Obama, elogiou nesta segunda-feira as reformas de seu homólogo birmanês, Thein Sein, mas advertiu que deve impedir a violência contra a minoria muçulmana.
Ao receber Thein Sein, que realiza a primeira visita de um mandatário birmanês aos Estados Unidos em quase meio século, Obama manifestou o apoio de Washington às iniciativas que possam levar a uma democracia plena no país asiático.
Sentado ao lado de Thein Sein no Salão Oval, Obama disse que as relações entre Estados Unidos e Mianmar, antes tensas, melhoraram graças à "liderança que o presidente Sein demonstrou ao conduzir Mianmar pelo caminho de reformas políticas e econômicas."
"Para que a democracia floresça em seu país, temos que seguir adiante, e precisaremos promover reformas políticas e econômicas", disse.
O Exército assumiu o comando do país, na época conhecido como Birmânia, em 1962, iniciando um período de décadas de isolamento. O dirigente militar Ne Win foi o último líder a visitar a Casa Branca, em 1966, quando se reuniu com o presidente Lyndon Johnson.
Thein Sein, que assumiu o comando do país como civil em 2011, surpreendeu até os céticos ao libertar centenas de presos políticos, aliviar a censura e permitir a entrada no Parlamento da líder opositora, Aung San Kyi, que deixou a prisão domiciliar após cerca de 15 anos.
Mas o presidente americano também manifestou sua "grande preocupação com a violência comunitária que tem sido dirigida contra comunidades muçulmanas dentro de Mianmar.
"O deslocamento de pessoas, a violência dirigida precisam parar," disse Obama.
Em um relatório divulgado recentemente, a organização humanitária Human Rights Watch acusou Mianmar de fazer uma "campanha de limpeza étnica" contra os Rohingya, integrantes de uma minoria predominantemente muçulmana que sequer são considerados cidadãos do país, de maioria budista.
Pouco depois, o líder do antigo Estado pária disse que deseja "uma identidade nacional mais inclusiva", sem mencionar diretamente a comunidade Rohingya.
"O povo de Mianmar, de todas as origens étnicas e todos os credos -- budistas, muçulmanos, cristãos, entre outros -- precisa se sentir parte desta nova identidade nacional," disse Sein.
"Precisamos acabar com todas as formas de discriminação e garantir não somente o fim da violência comunitária, mas que todos os culpados sejam levados à justiça," disse Sein na Escola de Estudos Internacionais Avançados da Universidade Johns Hopkins.
col/dc/jm/dm











