Obama tenta acalmar aliados do Golfo; não vê fim de conflito na Síria em breve
Internacional|Do R7
DUBAI (Reuters) - O presidente norte-americano, Barack Obama, disse em comentários transmitidos nesta sexta-feira pela televisão que os Estados Unidos vão ajudar aliados do Golfo que enfrentam ameaça militar convencional e melhorar a capacidade desses países para lidar com as atividades desestabilizadoras do Irã na região.
Falando em entrevista ao canal saudita al-Arabiya após uma cúpula com líderes árabes do Golfo que descreveu como "muito franca e honesta", Obama também disse que a guerra na Síria "provavelmente não" acabará antes de ele deixar o cargo e que os EUA sozinhos nunca poderiam colocar um fim no conflito.
Muitos Estados do Golfo criticam o que consideram ser uma abordagem receosa de Obama sobre a guerra na Síria, onde o presidente sírio, Bashar al-Assad, é apoiado pelo Irã, rival regional dos EUA.
Obama rejeitou a sugestão feita pelo entrevistador de que a Síria possa ser uma nova "Ruanda", referindo-se ao genocídio de 1994 que veio a assombrar a então administração do presidente Bill Clinton.
"Você tem uma guerra civil em um país que acontece após um longo descontentamento: não foi algo desencadeado pelos EUA, não foi algo que poderia ter ser impedido pelos EUA", disse Obama sobre o conflito na Síria.
Ele disse que os EUA não lançaram mísseis contra Assad em 2013, na sequência de um ataque com armas químicas amplamente atribuído às forças do presidente sírio, porque o governo da Síria abriu mão de seus estoques de armas químicas.
(Reportagem de Rania El Gamal e Sami Aboudi)







