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Observadores europeus fiscalizarão eleições da Venezuela 

Dezenas de especialistas da União Europeia começarão a chegar nos próximos dias para apoiar o pleito do final de novembro

Internacional|Do R7


Rafael Dochao Moreno, da União Europeia, firmou acordo órgão eleitoral venezuelano
Rafael Dochao Moreno, da União Europeia, firmou acordo órgão eleitoral venezuelano

A União Europeia anunciou na última quarta-feira (29) que enviará uma missão à Venezuela e o encarregado de negócios do bloco no país sul-americano, Rafael Dochao Moreno, firmou com o presidente do CNE (Conselho Nacional Eleitoral) da Venezuela um acordo que estabelece as bases da observação nas eleições para prefeitos e governadores de 21 de novembro.

Dezenas de especialistas eleitorais da União Europeia começarão a chegar "nos próximos dias" à Venezuela para atuarem como observadores no pleito regional de novembro, após 15 anos de ausência nos processos eleitorais do país.

"É uma missão sobre a qual quero destacar que faremos seguindo todos os padrões europeus, trazendo nossa larga experiência de observação eleitoral para a Venezuela para beneficiar especificamente este processo eleitoral", disse Dochao no ato de assinatura do acordo.

"Negociamos este acordo administrativo que vai reger a presença de aproximadamente uma centena de especialistas que vão começar a chegar nos próximos dias, porque as missões deste tipo são de longa duração", acrescentou.

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A Venezuela foi reticente por anos a permitir a entrada de observadores internacionais e havia convidado nos últimos pelitos "missões de acompanhamento" de organizações próximas do governo chavista.

A União Europeia, por sua vez, pressionou para enviar uma missão de observação nas eleições legislativas de dezembro do ano passado, mas não obteve sucesso. O pleito, que não foi reconhecido como legítimo pelo bloco europeu, ficou marcado pelo boicote da oposição e pela vitória esmagadora do chavismo.

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"As portas da Venezuela sempre estão abertas para receber aqueles de boa-fé, aqueles que de coração nos acompanham, e querem nos acompanhar, sempre dentro do respeito à nossa soberania, às nossas leis", afirmou o presidente do CNE, Pedro Calzadilla.

Calzadilla lidera desde maio a diretoria da autoridade eleitoral, na qual dois dos cinco dirigentes são representantes da oposição, após um acordo político firmado com o governo.

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Além disso, os principais partidos de oposição decidiram romper o boicote eleitoral de três anos e participar das eleições regionais, apesar das disputas que tiveram para nomear candidatos unitários.

Dochao, que prevê uma "ampla participação" neste processo, disse que "a missão de observação eleitoral emitirá ao final um comunicado, um informe", com "uma série de recomendações".

"Futuras observações eleitorais serão possíveis porque haverá novos processos eleitorais no futuro, onde estaremos presentes se houver convite", assinalou o representante da União Europeia.

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