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Odebrecht se compromete a fazer reparação por propinas no Equador

O processo que está sendo negociado com o Equador respeitará a legislação do país e as práticas internacionais, disse diretor

Internacional|Da EFE

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Empresa se comprometeu a cooperar com o governo
Empresa se comprometeu a cooperar com o governo

A construtora Odebrecht comprometeu-se nesta quarta-feira (10) a reparar integralmente os danos provocados pelos pagamentos de propina que fez no Equador, respeitando a legislação do país e as práticas internacionais em casos similares.

O representante da Odebrecht para a América Latina, Félix Martins, reconheceu em nome da empresa os erros cometidos no passado e afirmou que haverá um "compromisso firme e indeclinável" para realizar um processo de reparação eficaz no país.


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Além de reiterar a disposição da empresa de colaborar com uma reparação que seja transparente e ofereça resultados, o diretor da Odebrecht disse que o processo que está sendo negociado com o Equador respeitará a legislação do país e as práticas internacionais.

Martins teve hoje o primeiro de uma série de encontros com representantes da Justiça e do governo do Equador para discutir como será a reparação dos prejuízos provocados pelas propinas pagas pela empresa para vencer licitações de obras públicas no país.


Participaram da reunião a procuradora-geral do Estado, Diana Salazar, o procurador-geral do Equador, Iñigo Salvador, o controlador-geral do Estado, Pablo Celi, e o secretário do Departamento Anticorrupção do governo, Iván Granda.

Granda fez um breve pronunciamento após o encontro e ressaltou que o processo iniciado hoje prevê a "reparação integral dos danos que o país sofreu pelos atos de corrupção da Odebrecht".


O procurador também reiterou que a empresa se mostrou compromissada a cooperar com o governo e garantiu que o processo de reparação não interferirá nas investigações abertas sobre os pagamentos ilegais realizados pela Odebrecht no país.

"Os danos causados deverão abranger a totalidade das operações da Odebrecht no Equador, tanto os prejuízos econômicos sofridos no país por diversos conceitos, como os danos gerados na coesão social, política e moral pelos atos da empresa", disse o procurador.


Os representantes da construtora voltarão a se reunir com as autoridades do Equador entre o dia 22 e 26 deste mês para negociar quais serão os parâmetros utilizados para calcular o valor da reparação. Além disso, as partes vão discutir um calendário para que as obrigações assumidas sejam cumpridas.

Em dezembro de 2016, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos revelou que a Odebrecht distribuiu US$ 788 milhões em propinas em 12 países da América Latina. No caso do Equador, o órgão afirmou que a empresa pagou US$ 35,5 milhões a funcionários do governo.

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