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ONU afirma que caso do navio norte-coreano viola resoluções, segundo Panamá

Internacional|Do R7

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Cidade do Panamá, 28 ago (EFE).- Analistas das Nações Unidas afirmaram que o arsenal cubano escondido em um navio norte-coreano detido no Panamá viola as resoluções da ONU sobre a Coreia do Norte, que enviou dois funcionários ao país centro-americano para tratar o tema, informou nesta quarta-feira o governo panamenho. Um grupo de inspetores do Comitê de Sanções da ONU esteve no Panamá em meados de agosto a fim de obter informação para determinar se o caso do navio mercante Chong Chon Gang constituía uma violação às resoluções que proíbem a Coreia do Norte de importar ou exportar qualquer tipo de armamento. "Segundo o primeiro relatório apresentando pelo painel de especialistas do Comitê de Sanções das Nações Unidas, o armamento cubano encontrado no cargueiro da Coreia do Norte viola sem dúvidas as sanções da ONU, que aprova a posição panamenha a respeito de sua atuação", indicou nesta quarta-feira um comunicado do Ministério de Segurança do Panamá. Os especialistas da ONU devem apresentar dois relatórios, um preliminar e outro definitivo, em um prazo máximo de 60 dias a partir de sua visita ao Panamá, de acordo com a informação oficial disponível. A carta oficial panamenha destacou que "para tratar o tema e decidir que medidas serão tomadas para resolver a situação" do navio e de seus 35 tripulantes se reuniram "pela primeira vez" nesta quarta-feira as autoridades panamenhas e norte-coreanas na sede do Ministério de Segurança, na capital panamenha. Fontes oficiais confirmaram à Agência Efe que nesta manhã chegaram à capital panamenha dois funcionários da embaixada da Coreia do Norte em Havana para se reunirem com a tripulação e dar-lhes "assistência consular". Os tripulantes estão detidos em uma antiga base militar americana localizada no litoral caribenho do Panamá, em instalações com áreas de lazer e outras comodidades, e podem ser condenados a até 12 anos de prisão porque a procuradoria os acusou de atentar contra a segurança coletiva. "A delegação norte-coreana dará assistência consular aos 35 tripulantes, com assistência da promotoria e do Serviço Nacional Aeronaval durante sua visita autorizada até amanhã à noite", indicou o comunicado oficial do Panamá, que não tem relações diplomáticas com a Coreia do Norte. Durante sua reunião de hoje, o ministro de Segurança panamenho, José Raúl Mulino, mostrou "aàdelegação norte-coreana a disposição, por razões humanitárias, do governo panamenho em ajudar os marinheiros e repatriá-los o mais rápido possível, sempre e quando cumprirem com as disposições legais estabelecidas pelas leis panamenhas", indicou o comunicado oficial. A Suprema Corte de Justiça panamenha estuda um recurso de habeas corpus apresentado por um advogado a favor dos tripulantes, cuja detenção foi qualificada de ilegal por vários juristas, enquanto o presidente do país, Ricardo Martinelli, se mostrou a favor de repatriá-los. "Com relação à embarcação, o fiscal de Drogas, Javier Caraballo, foi enfático ao explicar que poderia ser entregue dentro do processo a seu proprietário ou representantes autorizados, sempre que exista cooperação da parte norte-coreana de reparar sua fonte de poder que os tripulantes danificaram ao momento da detenção", acrescentou a carta oficial. A embarcação Chong Chon Gang foi detida no dia 10 de julho pelas autoridades panamenhas pela suspeita de transporte de drogas, mas durante a revista os fiscais encontraram armas de guerra. No total, as autoridades panamenhas tiraram 25 contêineres com armas que pertenciam a Cuba, que disse que as enviava à Coreia do Norte para reparo porque estavam "obsoletas". O Panamá disse que o resultado da investigação da ONU "é crucial para definir o destino" das armas, dos tripulantes e das 100 mil toneladas de açúcar sob as quais estava escondido o arsenal militar. EFE nes/cs/rsd (foto)

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