ONU confirma que inspetores voltarão à Síria nesta 4ª feira
Internacional|Do R7
Nações Unidas, 24 set (EFE).- A ONU confirmou nesta terça-feira que sua equipe de inspetores voltará amanhã a Damasco para continuar investigando o restante das denúncias "críveis" sobre o uso de armas químicas no país árabe. "A missão liderada pelo professor Ake Sellström voltará na quarta-feira à Síria para completar seu mandato e investigar o restante das denúncias, incluindo o incidente de 19 de março em Khan al Asal", declarou o escritório do porta-voz da ONU em comunicado. Em relação às últimas denúncias em torno do arsenal de armas químicas do regime sírio, a ONU indicou que a Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ) não compartilhou essa informação com a missão das Nações Unidas. "A responsabilidade de verificar os estoques e eliminar os arsenais químicos na Síria é da OPAQ, uma tarefa que está fora do mandato da missão de inspetores, que se limita a investigação das denúncias do uso dessas armas", acrescentou. Antes dessa confirmação da ONU, o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, assegurou hoje perante a Câmara dos Deputados em Moscou que os inspetores da ONU viajarão amanhã para Damasco. Há dois dias, a ONU adiantou que seus inspetores seguiriam à capital do país árabe para negociar com as autoridades sírias os termos e as condições de uma missão para investigar o suposto uso de armas químicas nesse país. Enquanto alguns países ocidentais e da região atribuem toda a responsabilidade pelo uso de armas químicas ao regime do presidente Bashar Al Assad, este, com o apoio da Rússia, segue atribuindo esta ação à oposição armada. A confirmação da visita dos inspetores chega no mesmo dia em que os líderes mundiais iniciam a primeira jornada de debates do 68º período de sessões da Assembleia Geral da ONU, na qual a guerra na Síria domina boa parte das discursos. O secretário-geral, Ban Ki-moon, fez hoje uma nova chamada à comunidade internacional para conseguir uma saída pacífica ao conflito, considerando que uma vitória militar "é uma ilusão" e a única resposta é "um acordo político". Por sua parte, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, reconheceu durante seu discurso que não acredita que uma ação militar garantirá a "paz duradoura" na Síria e, por isso, pediu ao Conselho de Segurança aprovar uma resolução "forte" contra o uso de armas químicas. Após o acordo em Genebra entre EUA e Rússia para destruir o arsenal químico sírio, Obama defende agora uma resolução que invoque o Capítulo 7 da Carta da ONU, o que abriria a porta para sanções e, inclusive, o uso da força. EFE elr/fk












