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Operação prende no Paraguai 5 suspeitos de integrar facção criminosa do Rio

Internacional|Do R7

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(Atualiza número de detidos, nacionalidade e outros detalhes). Assunção, 21 mai (EFE).- A polícia paraguaia deteve nesta terça-feira cinco suspeitos de integrar uma das maiores facções criminosas do Rio de Janeiro no departamento paraguaio de Amambay, que faz fronteira com o Brasil, informou à Agência Efe a Secretaria Nacional Antidrogas (Senad). As prisões dos supostos "assassinos, pistoleiros e chefes locais" da facção aconteceram hoje durante uma operação realizada por agentes da Senad em colaboração com o Exército paraguaio e a Polícia Federal brasileira, segundo um porta-voz da Secretaria. F.I., brasileiro de 49 anos, é um dos cinco detidos dos dez apreendidos inicialmente, e conta com antecedentes penais por homicídio, segundo as autoridades do Paraguai. Os outros quatro são paraguaios e têm entre 22 e 42 anos, mas são considerados pela Senad como "brasiguaios" já que falam "perfeitamente o português e até têm papéis" de residência no Brasil. "Algo muito fácil de comprar nas regiões fronteiriças", declarou a fonte. Os policiais fizeram buscas em oito locais onde apreenderam "armas de guerra, fuzis de uso militar muito sofisticados, pistolas e escopetas", além de 32 gramas de cocaína, 152 gramas de crack e 29 de maconha. Também expropriaram um veículo "totalmente" blindado da marca Porsche e quatro caminhonetes. A operação, batizada como "Soberania", foi feita na região de Bella Vista Norte, perto da fronteira com o Brasil. "É um trabalho difícil, um trabalho de inteligência que já é realizado há um tempo, uma operação bastante grande, já que é uma região onde há muita impunidade", explicou o porta-voz da Senad. A fonte detalhou que a facção está presente no Paraguai "há anos". Um líder desse grupo criminoso, que havia fugido do Rio quando o Exército e a Polícia Militar invadiram o Complexo do Alemão, já havia sido detido no Paraguai em outubro de 2011. Nas regiões fronteiriças de Amambay, Concepción e Canindeyú, em cujas matas são muito comuns as plantações clandestinas de maconha, atuam grupos de criminosos paraguaios e brasileiros que disputam o controle do tráfico de drogas e armas, segundo as autoridades. A facção é uma das maiores organizações criminosas do Brasil ligadas ao narcotráfico e ao tráfico de armas, opera de dentro das prisões do estado do Rio e ainda está presente em muitas favelas e nos bairros mais pobres da cidade. EFE stc/rsd

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