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Oposição obtém assento da Síria na Liga Árabe

A organização suspendeu a participação do regime do presidente Bashar al-Assad em 2011

Internacional|Do R7

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A Coalizão Nacional da oposição síria obteve oficialmente nesta segunda-feira (25) o assento para representar seu país na cúpula que a Liga Árabe realizará na próxima terça-feira em Doha, mas as divergências internas do principal grupo opositor minaram sua credibilidade.

Em Damasco, um civil morreu após a queda de um morteiro na praça dos Omíadas, no centro da capital, e um chefe do ESL (Exército Sírio Livre), o principal integrante da rebelião, coronel Riad Assad, ficou ferido em um atentado no leste da Síria.

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A Liga Árabe aceitou um dos principais pedidos da oposição e atribuiu o assento da Síria, permitindo "decidir a forma de sua representação na cúpula" de Doha, segundo um funcionário de alto escalão da organização.

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Esta medida chega num momento de confusão no núcleo da oposição, um dia após seu líder, Ahmed Moaz al-Khatib, ter anunciado a sua renúncia. No entanto, nesta segunda-feira em sua página do Facebook, Khabit informou sobre sua intenção de ir à cúpula para pronunciar um discurso em nome do povo sírio.

A Liga Árabe suspendeu a participação do regime do presidente Bashar al-Assad em 2011, após o início da revolta popular que se transformou em guerra civil diante da repressão.

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A imprensa de Damasco criticou esta decisão. "A Liga entregou o assento roubado da Síria a bandidos e assassinos", escrevia o jornal As Saura. "Os tambores da traição ressoam em Doha", anunciava a televisão oficial Al-Ijbariya.

A Coalizão Nacional opositora anunciou no domingo que havia recebido um convite para participar da cúpula de Doha, onde estará representada pelo primeiro-ministro Ghassan Hitto, encarregado de formar governo no dia 18 de março para administrar os territórios sob controle rebelde na Síria.

Mas, segundo o representante da Coalizão no Qatar, Nizar Haraki, Khatib presidirá a delegação síria que contará com oito membros, entre eles Hitto.

Opositores explicaram que a renúncia de Khatib ainda não foi aceita e um deles, Ahmad Ramadan, realizou intensas pressões para que reconsidere sua decisão.

O primeiro-ministro do Qatar, principal sócio da oposição, Hamad ben Jasen al Thani, pediu publicamente para que reconsiderasse sua decisão.

Ao anunciar sua renúncia, Khatib criticou a sociedade internacional por sua falta de ação diante do conflito na Síria que deixou dezenas de milhares de mortos e acusou os países que apoiam a oposição de "tentar controlar a revolta".

Segundo um opositor sírio, Khatib critica especialmente o Qatar por ter imposto a eleição de Hitto, apoiado pela Irmandade Muçulmana, contra Imad Mustapha, outro candidato defendido por Riad.

Morteiros em Damasco

No terreno, um civil morreu e outros seis ficaram feridos pelos morteiros que os rebeldes dispararam contra a praça dos Omíadas em Damasco, segundo os meios de comunicação oficiais.

Nas últimas semanas, os disparos se intensificaram sobre Damasco, feudo do regime e onde as suas tropas tentam neutralizar os rebeldes da periferia e impedir o avanço dos combatentes em direção à capital.

Em Deir Ezzor (leste), o coronel Riad Asaad, um comandante do ESL, ficou ferido no domingo pela explosão de uma bomba quando circulava de carro e foi levado à Turquia para ser tratado.

Riad Asaad foi um dos primeiros oficiais superiores do exército a se unir à rebelião, em julho de 2011.

A Organização das Nações Unidas anunciou a evacuação da metade de seus 100 empregados estrangeiros que ainda trabalham na Síria devido aos crescentes riscos, segundo diplomatas em Nova York.

O escritório com sede em Damasco do emissário da ONU e da Liga Árabe para a Síria, Lakhdar Brahimi, será fechado e transferido para o Cairo ou Líbano, disseram estes diplomatas à AFP.

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