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Oposição síria condiciona participação em Genebra à renúncia de Assad

Internacional|Do R7

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Cairo, 26 nov (EFE).- A Coalizão Nacional Síria (CNFROS), o principal grupo opositor, pôs nesta terça-feira como condição para participar da próxima conferência de paz de Genebra que o presidente sírio, Bashar al-Assad, não tenha um "papel" na transição política. O líder deste grupo, Ahmed Yarba, assegurou em entrevista coletiva que a CNFROS "mantém a mesma postura firme que anunciou em Genebra 1, que não haja nenhum papel reservado a Assad na etapa de transição". Depois de se reunir com o secretário-geral da Liga Árabe, Nabil al Araby, o dirigente opositor lembrou que a coalizão ainda não decidiu, de forma definitiva, se participará ou não desta conferência, prevista para o próximo dia 22 de janeiro. "Acreditamos que o regime sírio é quem não quer ir ao encontro e o rejeita apesar da pressão da Rússia", acrescentou Yarba, em alusão à disposição de Damasco a participar da reunião de Genebra. Além disso, Yarba pediu também que a ajuda humanitária seja independente das decisões políticas e reivindicou que se abram, de forma urgente, caminhos "seguros e duráveis" para levar ajuda às áreas "assediadas" como Homs, Damasco e suas periferias. O líder opositor reivindicou também a libertação dos detidos nas prisões do regime, principalmente as mulheres e os menores de idade. Sobre a participação do Irã - aliado de Damasco - na conferência de Genebra, Yarba destacou que "é um país que está ocupando a Síria e que matou muitos dos filhos do povo sírio". Acrescentou, além disso, que a oposição pediu que Teerã retire "seus assassinos da revolução e que inste o grupo xiita libanês Hezbollah a que se retire da Síria porque causou muito prejuízo". Detalhou também que qualquer avanço político deve estar acompanhado da saída do país de todas as milícias estrangeiras, como as iranianas, libanesas e iraquianas que lutam junto ao regime. Por sua parte, Arabi deu as boas-vindas ao anúncio das Nações Unidas da realização, no dia 22 de janeiro, da conferência de paz Genebra 2, mas lamentou que tenha sido atrasada em ocasiões anteriores. "Esperamos que se transmita uma resolução do Conselho de Segurança (da ONU) que ponha fim à guerra e que permita a introdução de ajuda humanitária na Síria", concluiu o secretário-geral da Liga Árabe. EFE ir-ms/rsd

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