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Para Abbas esta "pode ser a última chance para paz" entre Israel e Palestina

Internacional|Do R7

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Javier García. Ramala (Cisjordânia), 7 out (EFE).- O presidente da Autoridade Nacional Palestina ( ANP), Mahmoud Abbas, disse nesta segunda-feira considerar que as atuais negociações diretas com Israel "podem ser a última chance para a paz" e que os palestinos investirão "todos seus esforços" para que o processo termine em sucesso. Em um encontro na Muqata em Ramalla com uma delegação de parlamentares israelenses integrada por nove deputados trabalhistas e um do partido Hatnuah - liderado pela responsável israelense para as negociações de paz, Tzipi Livni - Abbas ressaltou que os palestinos não têm "outra opção além de chegar a uma paz justa". "Damos as boas-vindas a todos os parceiros e colaboradores deste esforço", disse Abbas para os membros da Knesset liderados pelo deputado trabalhista Hilik Bar, presidente do grupo de pressão parlamentar israelense para o fim do conflito com os palestinos. É a primeira vez que deputados israelenses visitam a residência de Muqata na atual legislatura, em um gesto para impulsionar as atuais negociações de paz. A visita é uma retribuição a feita em 31 de julho pela delegação oficial do partido Fatah ao parlamento israelense, durante a qual se içou pela primeira vez a bandeira palestina na Knesset. Estava previsto que participassem também do encontro de hoje deputados de Yesh Atid, a segunda força política do país. O grupo desistiu por desavenças com o Partido Trabalhista, como também fizeram integrantes da formação religiosa Shas, devido ao grave estado de saúde de seu líder espiritual, Ovadia Yosef, que morreu esta manhã. O caso da menina de nove anos que ficou levemente ferida por disparos de um palestino na noite de domingo em Psagot, um assentamento judaico da Cisjordânia, também contribuiu para que alguns deputados desistissem de ir ao encontro. Abbas destacou que enquanto Ehud Olmert à frente do governo israelense (2006-2009) houve "negociações muito bem-sucedidas" entre palestinos e israelenses nas quais "infelizmente se perdeu uma boa oportunidade". E anunciou que nas negociações atuais - em que o único mediador é o secretário de Estado americano, John Kerry - já se começou a falar de temas como segurança, refugiados, água e a questão de Jerusalém, e considerou que o período de 6 a 9 meses estabelecido "tem que ser suficiente para concluí-las". O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP) se declarou "otimista", mas alertou que a evolução de algumas políticas israelenses "pode levar ao fracasso" do processo, citando a incursão das forças israelenses em território palestino, o aumento dos ataques por parte dos colonos, a deterioração da situação na Esplanada das Mesquitas e a continuação da construção nos assentamentos. O presidente da delegação parlamentar israelense destacou que a solução dos dois Estados é a única alternativa possível para resolver o conflito e afirmou que qualquer outra só conseguiria prolongá-lo. "Uma grande brecha de entendimento separa à sociedade palestina e o israelense, por isso estes encontros são necessários e um maior trabalho neste sentido, à margem dos encontros de alto nível dos respectivos líderes", disse Bar. Herzog destacou que entre os 120 membros da Knesset uma "clara maioria" de 70 deputados está a favor da solução de dois Estados, ao contrário de legislaturas anteriores, quando o número de parlamentares favoráveis estava em torno de 58 ou 60. "Representamos uma vasta e majoritária população israelense que quer alcançar a paz com base na solução de dois Estados", afirmou o porta-voz trabalhista, que convidou Abbas a se dirigir aos jovens israelenses em Jerusalém como fez o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, o março passado. EFE jg/cd (foto) (vídeo)

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