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Para Rússia, intervenção militar na Síria sem relatório da ONU é prematura

Internacional|Do R7

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Moscou, 28 ago (EFE).- Para a Rússia, levar ao Conselho de Segurança da ONU uma resolução para legitimar a intervenção militar na Síria, como quer o Reino Unido, sem analisar o relatório de especialistas sobre o suposto ataque com armas químicas pelo exército sírio é prematuro. "Discutir sobre qualquer reação do Conselho de Segurança antes que os especialistas da ONU que trabalham na Síria apresentem seu relatório é prematuro", disse à agência "Interfax" o vice-primeiro-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Vladimir Titov. Pouco antes, o chefe do comitê de Assuntos Internacionais da Duma (Câmara dos Deputados russa), Alexei Pushkov, denunciou que o projeto de resolução que o Reino Unido levará nesta quarta-feira ao Conselho de Segurança é uma manobra tática para justificar um ataque unilateral contra o regime do presidente sírio, Bashar al Assad. O deputado, do partido governista Rússia Unida, acredita que a proposta busca justificar a iminente operação militar sem mandato da ONU com o argumento de que até o último momento tentou-se convencer o Conselho de Segurança a intervir na Síria. "Querem mostrar que levam em conta o Conselho de Segurança. É possível prever o desenrolar dos acontecimentos. Se a resolução for rejeitada, Estados Unidos e Reino Unido dirão que estão certos de suas razões e da necessidade de atacar a Síria", criticou Pushkov. Apesar das declarações oficiais tanto do Reino Unido quanto dos Estados Unidos de que a decisão não está tomada, tudo aponta para um ataque iminente contra instalações militares vitais do regime sírio, em represália ao suposto uso de armas químicas nos arredores de Damasco. EFE aep/cd/tr

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