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Para Unesco, impunidade é um dos grandes inimigos da liberdade de imprensa

Internacional|Do R7

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San José, 2 mai (EFE).- Os 600 assassinatos de jornalistas perpetrados na última década no mundo e a enorme taxa de impunidade para os criminosos são os principais inimigos da liberdade de imprensa no mundo, tema que é analisado a partir desta quinta-feira na Costa Rica em um fórum da Unesco. Jornalistas, representantes da ONU, membros dos principais órgãos de defesa da liberdade de expressão, editores e acadêmicos discutirão durante três dias a situação da liberdade de imprensa e buscarão possíveis soluções. Na conferência "Falar sem risco: pelo exercício seguro da liberdade de expressão em todos os meios de imprensa", será lembrado também o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. O subdiretor de Comunicação e Informação da Unesco, Janis Karklins, disse na inauguração que três dos grandes riscos que a liberdade de imprensa enfrenta são os assassinados de jornalistas, a impunidade desses crimes e a segurança em linha. Dados da Organização das Nações Unidos para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), indicam que no mundo todo mais de 600 jornalistas foram assassinados nos últimos dez anos e apenas um, de cada dez crimes, terminou com a condenação do culpado. "Não podemos seguir tolerando esta situação de impunidade", afirmou Karklins. Na conferência serão analisadas as dificuldades de investigar os ataques contra a liberdade de imprensa, maneiras de remediá-los e exemplos bem-sucedidos em matéria de luta contra a impunidade. A coordenadora residente do Sistema das Nações Unidas na Costa Rica, Yoriko Yasukawa, declarou que os números de crimes contra os jornalistas e a impunidade são "aterrorizantes" e "degradantes". "A limitação que este tipo de risco tão terrível impôs ao exercício do trabalho jornalístico, por sua vez, criou obstáculos na abertura e fortalecimento da democracia, e na garantia dos direitos humanos de muitos países", disse Yasukawa. A representante da ONU enfatizou que os Governos, os organismos internacionais, as organizações da sociedade civil e a cidadania, em geral, devem trabalhar unidos para reafirmar o compromisso com a liberdade de imprensa e construir um entorno seguro para seu exercício. "Devemos fomentar o cumprimento da obrigação de todos os Estados e defender e promover a liberdade de expressão, um direito que é inalienável de todo jornalista como profissional e ser humano. Sem este direito a vida é incompleta", manifestou Yasukawa. O outro grande tema que também será analisado no fórum da Unesco é a segurança para os jornalistas que trabalham em linha, no contexto do uso de novas tecnologias. A presidente da Costa Rica, Laura Chinchilla, e a diretora geral da Unesco, Irina Bokova, entregarão amanhã o Prêmio Mundial à Liberdade de Expressão Guillermo Calo, que este ano foi outorgado à jornalista etíope Reeyot Alemu, que atualmente cumpre uma condenação de cinco anos de prisão em seu país. Alemu "escrevia de uma maneira crítica sobre temas políticos e sociais, centrando-se nas causas profundas da pobreza e na igualdade de gênero", segundo a Unesco. A jornalista fundou em 2010 seu próprio editorial e uma revista mensal chamada "Change", que hoje estão fechados, e em 2011 foi detida quando trabalhava como colunista habitual da "Feteh", uma revista nacional. O Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, realizado oficialmente amanhã, foi criado em 1993 pela Assembleia Geral das Nações Unidas. EFE dmm/ff (foto)

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