Paris admite que situação no Mali não é segura e teme ataques individuais
Internacional|Do R7
Paris, 10 fev (EFE).- O ministro francês das Relações Exteriores, Laurent Fabius, afirmou neste domingo que o norte do Mali ainda não está seguro e que ainda é possível que haja ataques individuais. "Não ocorrerão mais movimentos maciços, mas pode haver ações individuais", disse Fabius em entrevista à "BMF TV" e "RMC", em referência aos atentados suicidas perpetrados nos últimos dias, em particular em Gao. Fabius disse, além disso, que durante esse mês da intervenção francesa no país "houve um avanço considerável" em matéria de segurança. O ministro reconheceu que "a situação não está assegurada" e que, embora as forças de segurança tenham tomado o norte do Mali, o território é muito extenso, em particular no maciço de Ifoghas, onde os grupos fundamentalistas seguem presentes. Frente às reivindicação do Governo malinês para que os franceses se mantenham no país africano, depois que Paris avisou que começará a reduzir sua presença em março, Fabius insistiu na posição oficial francesa. "Não temos vocação para ficar eternamente", "tem que haver um revezamento" por parte da missão militar africana, a AFISMA. "Os franceses chegaram para salvar o Mali do terrorismo e progressivamente têm que ser substituídos pela AFISMA", reiterou. Fabius insistiu em que à parte do desenvolvimento militar, um dos elementos-chave para a resolução do conflito é o "roteiro" aprovado pelo Parlamento do Mali para um diálogo político que deve realizar eleições. "A França pode contribuir para essas discussões" com os contatos que tem, disse o chefe da diplomacia francesa, que falou dos tuaregue e de outras comunidades do norte do Mali, para as quais fixou como condição o abandono do terrorismo e de ambições separatistas. Sobre os 70 milhões de euros que França já desembolsou nas operações militares durante quatro semanas no Mali, Fabius lembrou que no orçamento francês de cada ano há 650 milhões para operações no exterior. Em qualquer caso, acrescentou que a intervenção pôs em evidência que a França necessita de mais meios militares em algumas especialidades, e falou dos aviões não- tripulados, "drones", os aviões de abastecimento em voo e os aviões de transporte. EFE ac/ff









