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Paris e Londres exigem que ONU investigue possível ataque químico na Síria

Internacional|Do R7

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Paris, 21 ago (EFE).- Os ministros das Relações Exteriores francês, Laurent Fabius, e britânico, William Hague, mostraram nesta quarta-feira preocupação pelas denúncias de um novo ataque com armas químicas na Síria e exigiram que a ONU possa investigar o fato no terreno urgentemente. Pouco antes do início de uma reunião bilateral em Paris, os dois titulares das Relações Exteriores sublinaram que, se for confirmado que pelo menos 1.300 pessoas morreram hoje supostamente por conta do ataque com substâncias químicas perto de Damasco, se trataria de um drama "sem precedentes". "Esperamos que a equipe (da ONU) em Damasco tenha acesso imediato a essa zona para estabelecer a verdade. Não há razão para que não possam entrar em uma zona não muito longe de onde estão trabalhando agora", indicou Hague perante a imprensa. A situação na Síria será abordada hoje pelo Conselho de Segurança da ONU, em reunião convocada com urgência a pedido da França, Reino Unido, EUA, Luxemburgo e Coreia do Sul, cinco dos 15 membros do órgão. Os dois ministros expressaram o desejo de que o Conselho faça com que o Governo Sírio proporcione acesso à equipe na zona e que essa reunião sirva para "despertar" alguns que apoiam o presidente Bashar Al Assad, para que estes se "deem conta dos assassinatos" cometidos pelo regime sírio. Fabius, por sua parte, acrescentou que manteve hoje uma conversa telefônica com o presidente da Coalizão Nacional Síria, Ahmed Al-Jarba, e que transmitiu "as mais sinceras condolências e a profunda solidariedade da França com o povo sírio perante este sofrimento". "Os dados recolhidos pela Coalizão parecem corroborar as presunções de uso de armas químicas. Se for confirmada, seria de uma gravidade extrema", assinalou o ministro, que exigiu igualmente que as organizações humanitárias possam fornecer "sem demora" ajuda às vítimas. EFE mgr/ff (foto)

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