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Parlamento da China remarca sessão-chave adiada pela pandemia

O encontro do Congresso Nacional do Povo ocorre anualmente em 5 de março e sua realização em maio indica um retorno do país à normalidade

Internacional|Do R7

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Praça da Paz Celestial, em Pequim: China indica que retorna à nomalidade
Praça da Paz Celestial, em Pequim: China indica que retorna à nomalidade

A China anunciou, nesta quarta-feira (29), que seu Parlamento iniciará uma sessão anual crucial no dia 22 de maio, sinalizando que o país voltando ao normal depois de praticamente ficar paralisado durante meses por causa da pandemia de covid-19.

Durante o encontro do Congresso Nacional do Povo (NPC) na capital, delegados ratificarão leis importantes e o governo apresentará metas econômicas, delineará projeções de gastos de defesa e fará mudanças nos quadros. O Partido Comunista também costuma anunciar iniciativas de políticas determinantes na ocasião.


Inicialmente, a sessão estava marcada para começar em 5 de março, como acontece todos os anos, mas foi adiada devido à pandemia de covid-19.

Na China, o novo coronavírus infectou quase 83 mil pessoas e matou mais de 4.600 no território continental desde que surgiu no final do ano passado na cidade central de Wuhan.


Volta à normalidade

Como a epidemia recuou, a vida econômica e social volta à normalidade gradualmente, disse o Comitê Permanente do NPC, o principal organismo de tomada de decisões da legislatura, segundo uma citação da agência de notícias oficial Xinhua.

O comitê também indicou Huang Runqiu como o novo ministro da Ecologia e do Meio Ambiente, posto que ficou vago quando o antecessor Li Ganjie se tornou vice-chefe do PC para a província de Shandong no início deste mês, noticiou a Xinhua.


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Já Tang Yijun foi nomeado como novo ministro da Justiça no lugar de Fu Zhenghua, que chegou à idade de aposentadoria compulsória de ministros – 65 anos.


A Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CPPCC), um órgão de aconselhamento do Parlamento, propôs iniciar sua sessão anual um dia antes de a sessão parlamentar ser inaugurada.

Mais incentivos econômicos

Analistas acreditam que a China adotará novos estímulos fiscais para aparar o golpe da covid-19, que se transformou em uma pandemia global que alguns temem desencadear uma recessão mundial grave.

A economia chinesa se contraiu pela primeira vez já registrada no período de janeiro a março, quando o governo impôs restrições de viagem e transporte severas para conter a disseminação da epidemia.

O Parlamento também deve debater os protestos antigoverno em Hong Kong em meio à especulação crescente de que Pequim tomará medidas para fortalecer seu controle sobre a cidade.

Não está claro quanto tempo o Parlamento e seu órgão de aconselhamento passarão reunidos, e pessoas a par do assunto disseram à Reuters que a sessão anual deste ano pode ser a mais curta em décadas por causa da preocupação com a covid-19.

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