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Partidos políticos no Iêmen acordam formação de conselho interino

Internacional|Do R7

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Sana, 20 fev (EFE).- As diferentes facções políticas iemenitas acordaram formar um conselho interino para resolver a crise vivida no país depois que os houthis começaram a formar as instituições do Estado, informou nesta sexta-feira o enviado especial da ONU para o Iêmen, Jamal Benomar. Em comunicado enviado à imprensa, Benomar explicou que esta nova formação será denominada Conselho Interino do Povo e incluirá as facções não representadas no atual Conselho de Deputados, entre elas, os houthis. Além disso, este novo órgão contará com pelo menos 50% de membros procedentes do sul do país -onde existem proclamações separatistas-, 30% de mulheres e 20% de jovens. Além disso, dito acordo estipula que o Conselho de Deputados se manterá com a mesma estrutura atual. As reuniões conjuntas entre o Conselho Interino do Povo e o Conselho de Deputados se desenvolverão sob o nome de Conselho Nacional, que terá os poderes legislativos necessários para o bom funcionamento da etapa transitória. Benomar disse que dito acordo, ainda provisório, será anunciado de forma oficial só após conseguir um consenso a respeito de outros temas essenciais que ainda estão sendo negociados, sobretudo o da visão futura da forma de atuar da presidência e do governo. O enviado acrescentou que uma de suas prioridades será fixar um calendário claro para o início do que foi estipulado. Ontem, o movimento rebelde xiita dos houthis, que tomou o poder neste mês no Iêmen, anunciou o começo da formação das instituições do Estado de forma unilateral. Segundo a agência oficial de notícias "Saba", o denominado Comitê Revolucionário Supremo, formado por 15 membros do citado grupo rebelde para dirigir o país, anunciou essa medida se baseando na "declaração constitucional" promulgada em 6 de fevereiro pelos houthis. Os demais grupos políticos iemenitas não reconhecem a autoridade dos houthis, que tomaram o poder com o objetivo de "preencher o vazio" deixado pelo presidente do país, Abdo Rabbo Mansour Hadi, que renunciou em janeiro passado perante as pressões dos rebeldes. Em um clima de crescente instabilidade, os houthis tomaram o controle nos últimos meses de sete províncias do país, inclusive a capital, e atualmente se viram imersos em choques contra grupos tribais sunitas e milicianos da Al Qaeda. EFE ja/ff

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