Patriota diz haver "acompanhamento confidencial" sobre senador boliviano
Internacional|Do R7
Brasília, 4 abr (EFE).- O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, admitiu nesta quinta-feira que seu escritório está realizando gestões "confidenciais" em torno ao caso do senador boliviano Roger Pinto, asilado na embaixada brasileira em La Paz há dez meses. "Há acompanhamento", declarou Patriota à Comissão de Relações Exteriores do Senado, embora tenha evitado fazer mais comentários, pois considerou que é "melhor continuar em caráter confidencial". Roger, que se diz perseguido pelo governo de Evo Morales, está refugiado na embaixada brasileira em La Paz desde 28 de maio e, 10 dias depois, o Brasil lhe concedeu a condição de asilado político. No entanto, não conseguiu deixar a embaixada por falta de um salvo-conduto que o governo boliviano até agora nega, por sustentar que deve responder a diversos processos por supostos atos de corrupção. Patriota lembrou que no mês passado foi criado um grupo de trabalho entre Brasil e Bolívia para tentar resolver a situação do congressista e afirmou que essa comissão trabalha "com vontade negociadora e de diálogo". Além disso, afirmou que o senador tem na embaixada "toda a proteção do Estado brasileiro", que assumiu o compromisso de "garantir sua segurança física". O ministro também desvinculou o caso do senador da detenção na Bolívia de 12 torcedores do Corinthians, acusados da morte de um jovem durante uma partida da Taça Libertadores disputado na cidade boliviana de Oruro. Alguns dos membros da Comissão de Relações Exteriores insinuaram que a detenção dos torcedores pudesse responder a supostas "represálias" pelo asilo dado a Pinto, mas Patriota enfatizou que se trata de casos "separados" e "sem relação". Quanto aos torcedores do Corinthians, o ministro reiterou que contam com a devida assistência do consulado brasileiro e que confia em que o processo seja resolvido com a rapidez necessária. Além disso, disse acreditar que os torcedores conseguirão demonstrar sua inocência e que receberão habeas corpus, que permite responder às acusações em liberdade, seja na Bolívia ou no Brasil. EFE ed/tr







