Pentágono diz que defesas dos EUA podem conter ameaça de míssil balístico norte-coreano
Kim afirmou que Pyongyang não irá negociar até que EUA abandone "política hostil"
Internacional|Do R7

Os militares dos Estados Unidos garantiram aos norte-americanos nesta quarta-feira que são capazes de defender o país de qualquer ameaça de um míssil balístico intercontinental (ICBM, na sigla em inglês) recém-desenvolvido da Coreia do Norte, que Pyongyang diz poder carregar uma grande ogiva nuclear.
Na terça-feira a Coreia do Norte deu um grande passo em seu programa de mísseis e fez um lançamento teste de um ICBM que alguns especialistas acreditam poder alcançar o Alasca e o Noroeste Pacífico dos EUA.
O teste, o primeiro do tipo realizado pelos norte-coreanos, levou à convocação de uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quarta-feira e um clamor de Washington por uma ação global.
O porta-voz do Pentágono, o capitão da Marinha Jeff Davis, ressaltou um teste bem-sucedido do mês passado no qual um interceptador de mísseis localizado nos EUA abateu um ICBM norte-coreano simulado.
"Por isso temos confiança em nossa capacidade de nos defendermos contra a ameaça limitada, a ameaça nascente que está lá", disse ele aos repórteres. Ele admitiu, porém, que testes de defesa de mísseis anteriores tiveram "resultados mistos".
Coreia do Norte diz ter realizado primeiro teste bem-sucedido de míssil balístico intercontinental
O líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, disse que o teste completou o arsenal de armas estratégicas de sua nação, que inclui bombas atômicas e de hidrogênio e ICBMs, relatou a agência de notícias estatal KCNA.
Kim afirmou que Pyongyang não irá negociar com os EUA para abrir mão desta armas até que Washington abandone sua política hostil com a Coreia do Norte, segundo a KCNA.
O teste foi um desafio direto ao presidente dos EUA, Donald Trump, que vem exortando a China, principal parceira comercial e única grande aliada dos norte-coreanos, a pressionar Pyongyang para que esta desista de seu programa nuclear.









