Pérez Molina: "Se quisesse sair do país, poderia fazê-lo"
Internacional|Do R7
Cidade da Guatemala, 3 set (EFE).- Otto Pérez Molina, que renunciou à presidência da Guatemala para responder na Justiça por denúncias de corrupção e cuja prisão provisória foi ordenada nesta quinta-feira, disse que poderia ter saído do país se tivesse a intenção. "Se quisesse sair do país, poderia fazê-lo. Há dois dias ou mesmo ontem. Mas sempre disse: vou respeitar o devido processo e vou dar a cara", disse Pérez Molina a jornalistas no tribunal onde começou a prestar depoimento pelo caso de corrupção. O ex-mandatário foi acusado hoje de três crimes pela Procuradoria, que o acusa de dirigir uma rede de corrupção no ente arrecadador de impostos. "Não estamos dispostos a fugir ou correr. Estamos dispostos a assumir a responsabilidade para esclarecer esta situação", acrescentou o ex-governante e general reformado, que acabou preso provisoriamente. Pérez Molina falou com a imprensa após a audiência e ratificou novamente sua inocência, desvinculando-se das mais de 35 escutas telefônicas apresentadas pelo Ministério Público (MP) durante a diligência judicial, incluindo uma na qual dá ordens ao ex-diretor da entidade arrecadadora de impostos. As provas exibidas, disse Pérez Molina, "não têm consistência" e algumas das supostas evidências que o comprometem "estão baseadas somente nas escutas". "Falarei amanhã com o juiz, quando me couber, para lhe informar com todo respeito quais são os pontos de vista para que ele tenha argumentos suficientes para discernir entre o que foi apresentado pelo MP e o que vou esclarecer", acrescentou. Pérez Molina, de 64 anos, foi levado nesta quinta-feira a uma prisão que funciona no quartel militar Matamoros, na Cidade da Guatemala, como ordenou o juiz Miguel Ángel Gálvez. De acordo com as investigações, Pérez Molina supostamente coordenou o caso de corrupção na entidade arrecadadora de impostos em cumplicidade com 28 pessoas, incluindo Roxana Baldetti, a ex-vice-presidente que pelo mesmo escândalo renunciou em maio ao cargo e está em prisão preventiva desde 21 de agosto. EFE jcm/id (foto) (vídeo)









