Perímetro de segurança é estabelecido em torno de carga radioativa no México
Internacional|Do R7
México, 4 dez (EFE).- As autoridades mexicanas estabeleceram um perímetro de segurança de 500 metros ao redor de uma carga com material radioativo que foi localizada nesta quarta-feira, dois dias depois que o veículo que a transportava foi roubado, informaram fontes oficiais. A Comissão Nacional de Segurança Nuclear e Salvaguardas (CNSNS) informou que o perímetro serve para proteger à população local e explicou que a carga com material radioativo está "em um terreno baldio em uma zona rural de baixa densidade populacional". Em comunicado, a CNSNS disse também que especialistas dessa instituição aplicaram um protocolo de segurança "e estão em processo de definição sobre a forma como a carga será recuperada e colocada dentro de um contêiner para ser transportada de maneira segura para seu armazenamento definitivo". "As medições da radiação realizadas até o momento indicam que o perímetro de isolamento estabelecido é suficiente para proteger à população", afirmou o órgão. O veículo que transportava o material da cidade de Tijuana para o Centro de Armazenamento de Resíduos Radioativos (Cader), localizado no estado do México no centro do país, foi roubado na última segunda-feira e até hoje não tinha sido localizado. A descoberta do material aconteceu no município de Hueypoxtla, no estado do México, próximo da capital do país. O material radioativo estava dentro de uma máquina de radioterapia desativada do Instituto Mexicano do Seguro Social, mas apareceu a um quilômetro de onde foi localizado o aparelho e o veículo que o transportava. A região foi isolada por agentes policiais e soldados do Exército e está sob contínua monitoração dos níveis de radiação para evitar riscos para os moradores locais, segundo a CNSNS. Fontes dessa instituição informaram mais cedo que os autores do roubo, que estão em paradeiro desconhecido, já morreram ou estão a ponto de morrer por causa dos efeitos do cobalto-60 que havia na máquina de radioterapia. EFE ag/rpr












