Pilotos da Coreia do Sul batem caças ao tentar tirar fotos durante voo
Auditoria oficial aponta manobra não autorizada e prejuízo de cerca de R$ 3 milhões
Internacional|Do R7
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Autoridades da Coreia do Sul concluíram que a colisão entre dois caças da Força Aérea local, ocorrida em 2021, foi provocada por uma manobra realizada por um dos pilotos para registrar imagens durante o voo. O episódio aconteceu durante uma missão na cidade de Daegu e não deixou feridos, mas causou danos significativos às aeronaves.
De acordo com o Conselho de Auditoria e Inspeção de Seul, um dos pilotos decidiu tirar fotos e gravar vídeos como forma de marcar seu último voo antes de uma mudança de função. A prática, segundo o relatório, era comum entre pilotos à época, embora não fosse rigidamente controlada.
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O incidente ocorreu em 24 de dezembro de 2021, durante um voo em formação com duas aeronaves. Após a conclusão da missão e já no retorno à base, o piloto iniciou as gravações usando um equipamento pessoal. Em determinado momento, ele executou uma manobra sem coordenação com os demais integrantes da formação.
Segundo a auditoria, o piloto fez o avião subir e inclinar para expor sua parte superior às imagens. A aeronave saiu de cerca de 4 mil metros de altitude, voando a mais de 570 km/h, e atingiu um alto ângulo de inclinação. A aproximação excessiva resultou na colisão com outra aeronave, apesar das tentativas de evasão.
Os danos exigiram a substituição de dezenas de peças e geraram um custo total de aproximadamente 880 milhões de wons, o equivalente a cerca de R$ 3 milhões. Nenhum dos pilotos sofreu ferimentos, e ambos conseguiram pousar as aeronaves com segurança após o incidente.
A investigação concluiu que o piloto responsável pela manobra agiu por motivação pessoal, não comunicou adequadamente suas intenções e falhou em manter a distância segura entre os aviões. Apesar de ele alegar ter mencionado previamente o desejo de registrar imagens, o argumento foi rejeitado pelas autoridades, que consideraram a informação vaga e insuficiente para justificar a ação.
Inicialmente, o Ministério da Defesa sul-coreano determinou que o militar arcasse com o valor integral dos prejuízos. Após recurso, a auditoria reduziu a responsabilidade financeira em 90%, levando em conta fatores como a ausência de regras claras sobre filmagens em voo na época e o histórico profissional do piloto.
O caso foi finalizado em abril de 2026 e publicado em relatório oficial no mesmo mês. O militar envolvido deixou a Força Aérea após o episódio e, segundo relatos da imprensa local, passou a atuar na aviação comercial.
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