‘É impossível dizer que o governo do Líbano controla o Hezbollah’, diz professor
Em telefonema, Netanyahu disse a Trump que Israel vai continuar livre para agir contra ameaças libanesas
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Durante um telefonema ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no último fim de semana, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que o país vai continuar livre para agir contra ameaças do Líbano.
Segundo fontes, Netanyahu enfatizou que Israel vai manter a liberdade de ação contra ameaças em todas as frentes, independentemente do acordo alcançado entre EUA e Irã. Trump teria apoiado a decisão do premiê.
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Apesar da declaração, a agência de notícias Fars afirma que o memorando negociado estipula que os Estados Unidos e outros países parceiros não atacarão o Irã ou aliados. Em contrapartida, Teerã se compromete a não lançar ataques preventivos contra eles.
Em entrevista ao Conexão Record News desta segunda-feira (25), Leonardo Trevisan, professor de relações internacionais, explica que integrantes do grupo terrorista Hezbollah ocupam parte do território libanês, principalmente do Sul do país, e dominam praticamente toda a área. “Hoje, dentro do Líbano, é impossível dizer que o governo do Líbano controla o Hezbollah. É o contrário”, aponta.
Segundo o professor, a comunidade internacional pede que Israel não entre no Líbano, porém, Netanyahu avisa que deve manter a capacidade de defesa israelense e irá atacar sempre que julgar necessário. “Nem mesmo os Estados Unidos, como os fatos provam, conseguem segurar Israel, especialmente na questão do Líbano”, alerta Trevisan.
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