Análise: Líbano pode se tornar uma equação mais difícil que o Irã
Segundo professor, China e EUA ainda mantêm certo controle sobre Teerã; a situação é diferente em relação a Beirute
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
O Líbano se torna, talvez, uma equação mais difícil que o Irã para a geopolítica mundial, afirma o professor de relações internacionais Leonardo Trevisan em entrevista ao Conexão Record News. “O Irã é uma equação que tem um problema concreto com os Estados Unidos, com a China. A China é o grande financiador do Irã”, diz.
Segundo ele, isso implica um certo nível de controle sobre o contexto iraniano. “No contexto do Líbano, essa realidade não é assim.” Multifacetado, o país representa uma situação especialmente tensa politicamente, diz o especialista. “Não há dúvida nenhuma que a situação do Líbano vai ficar muito difícil, e Israel vai continuar presente no Líbano de uma maneira ou de outra.”
Neste domingo (24), o líder do grupo terrorista Hezbollah, Naim Qassem, disse ter esperanças de que um acordo entre Estados Unidos e Irã inclua uma trégua no Líbano. No entanto, ele afirmou que o desarmamento do grupo — exigido como condição por Israel — é inaceitável. Segundo ele, isso significa privar Beirute de sua capacidade defensiva, abrindo caminho para a aniquilação.
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