Jovem morre em salto de paraquedas após mensagem assustadora enviada à mãe
Chinesa de 24 anos pode ter sido obrigada a pular com instrutor pela empresa em que trabalhava gravando vídeos
Internacional|Do R7
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A morte da jovem chinesa Li Qi, de 24 anos, durante um salto de paraquedas em Tianjin, na China, provocou comoção nas redes sociais e abriu uma série de questionamentos sobre as condições de segurança adotadas pela empresa responsável pela atividade. A funcionária, que trabalhava havia menos de um mês em uma base de paraquedismo, morreu após cair em um lago junto com um instrutor durante um salto realizado em meio a fortes ventos.
Segundo relatos divulgados pela imprensa chinesa, Li Qi havia deixado um emprego em um banco para trabalhar no setor de divulgação e vendas online da empresa Beijixing Tianjin Skydive Base, instalada no aeroporto de Douzhuang, no distrito de Binhai. A função dela era ligada à promoção de pacotes de salto por meio de transmissões ao vivo e produção de conteúdo para redes sociais.
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De acordo com familiares e colegas de trabalho, a jovem não havia sido contratada para praticar paraquedismo. No dia do acidente, porém, ela teria sido avisada de última hora que participaria de um salto ao lado de um instrutor. Pouco antes de embarcar, enviou uma mensagem à mãe dizendo: “Mãe, de repente mandaram a gente saltar de paraquedas. Nem tive tempo de trocar de roupa”.
A mensagem acabou se tornando o último contato da jovem com a família. Imagens compartilhadas por parentes mostram Li Qi já vestindo o equipamento de salto, aparentando nervosismo antes da atividade.
O acidente ocorreu em 26 de abril, mas ganhou ampla repercussão apenas semanas depois. Conforme relatos de testemunhas, quatro grupos saltaram da aeronave naquele dia. Enquanto os demais conseguiram pousar em segurança, Li Qi e o instrutor teriam sido arrastados pelo vento para fora da rota prevista e caíram em uma área alagada próxima ao aeroporto.
Uma colega de trabalho que também participou do voo afirmou que o tempo estava ruim e havia ventos fortes durante os saltos. Segundo ela, após perceber que havia pessoas na água, funcionários correram para tentar ajudar, mas o resgate demorou horas. Os corpos da jovem e do instrutor só foram retirados da água cerca de seis horas depois.
Familiares afirmam que ainda não tiveram acesso aos vídeos completos do salto nem aos registros meteorológicos e dados de voo do dia do acidente. O namorado de Li Qi, com quem ela planejava ficar noiva ainda em 2026 e se casar no ano seguinte, disse que pediu para ela avisar quando aterrissasse em segurança, mas nunca mais recebeu resposta.
O caso gerou indignação nas redes sociais chinesas, especialmente após surgirem acusações de que a empresa teria improvisado a participação das funcionárias para produzir material promocional e reduzir custos operacionais. Relatos publicados pela imprensa local apontam que havia assentos vazios na aeronave e que os responsáveis pela base decidiram preencher as vagas com funcionárias da equipe de transmissão ao vivo.
Também surgiram questionamentos sobre a estrutura de segurança da empresa e sobre a qualificação do instrutor que acompanhava a jovem. Segundo reportagens locais, a companhia teria iniciado suas operações apenas em 2025, apesar de divulgar experiência maior no setor.
Familiares acusam ainda a empresa de não manter comunicação adequada após a tragédia e de demonstrar pouca disposição para discutir compensações e responsabilidades. De acordo com os relatos, a companhia teria alegado que o salto não fazia parte das atribuições originais da funcionária.
Advogados citados pela imprensa chinesa afirmam, porém, que cláusulas de isenção de responsabilidade assinadas previamente por funcionários não teriam validade em casos envolvendo riscos à vida e possíveis falhas de segurança.
Após o acidente, todas as operações de paraquedismo no local foram suspensas. Autoridades locais informaram que diferentes departamentos abriram uma investigação conjunta para apurar as circunstâncias da tragédia, incluindo condições climáticas, manutenção dos equipamentos, protocolos de segurança e eventual negligência da empresa.
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