Piñera é criticado por inaugurar monumento para vítimas do terremoto de 2010
Internacional|Do R7
Santiago do Chile, 23 out (EFE).- O presidente do Chile, Sebastián Piñera, inaugurou nesta quarta-feira um monumento em homenagem às vítimas do terremoto de 27 de feveireiro de 2010 na cidade de Concepción e, por isso, foi acusado pela oposição de "aproveitamente político" e "intervencionismo eleitoral". O monumento, composto por oito torres de concreto de 23 metros de altura, ainda não está terminado e a Prefeitura de Concepción fez 34 objeções por erros em sua construção. A instalação tem o objetivo de lembrar as 526 vítimas mortais do terremoto de 8,8 graus na escala Ritcher, que devastou várias regiões do Chile na data indicada, com um balanço de mais de 800 mil afetados e danos de US$ 30 bilhões. A oposição considerou a inauguração extemporânea e uma forma de atacar a ex-presidente e atual candidata da oposição a um novo mandato, Michelle Bachelet, que é acusada pelo Governo atual de Administração negligente durante e depois da tragédia, ocorrida duas semanas antes do término de seu mandato. "Não podemos permitir que aproveitando este período eleitoral, busquem fazer críticas que não têm fundamento nos fatos nem na verdade", afirmou Piñera durante o ato. A polêmica foi inicida quando o presidente do Partido Socialista(PS), Osvaldo Andrade, assegurou que a atividade foi organizada com o objetivo de apoiar a candidatura de Evelyn Matthei, e de atacar a Bachelet. Ao ato liderado por Piñera foram convidados os nove candidatos à Presidência, mas os únicos que compareceram foram Matthei e Ricardo Israel, do pequeno Partido Regionalista dos Independentes (PRI). Piñera afirmou que esse tipo de declarações "não contribuem para fortalecer a unidade do país e nem o esforço da reconstrução", e que de certa forma, "significam menosprezar o enorme esforço que todos os chilenos fizeram". O líder destacou os avanços de sua administração na reconstrução e assegurou que das 222 mil casas prometidas em 2010, 180 mil já foram entregues, o que equivale a 81%. Entretanto, Bachelet, que hoje expôs seus ideias sobre a administração de Justiça perante a Corte Suprema, pelo qual não viajou ao ato em Concepción e foi duramente criticada pelo Governo, se distanciou dos partidos que a apoiam ao dar um caráter eleitoreiro à inauguração. "Eu não quero nem sequer imaginar que o Governo pudesse fazer uso político de uma tragédia tão dolorosa como é o terremoto", disse Bachelet aos jornalistas após sua apresentação na Corte Suprema. "Tinha me comprometido há meses a estar hoje aqui e eu cumpro com meus compromissos", ressaltou a ex-líder(2006-2010), favorita das enquetes para ganhar as eleições de 17 de novembro. "A gente foi avisado sobre o evento na segunda-feira. Agradecemos o fato de Piñera ter nos convidado, mas tínhamos este compromisso com a Corte Suprema e portanto, cumprimos com esse compromisso", concluiu. EFE rgs/ff (foto)












