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Polícia confirma 3 mortos e 4 feridos na operação de resgate em Sydney

Internacional|Do R7

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Sydney (Austrália), 15 dez (EFE).- A polícia da Austrália confirmou a morte de três pessoas, entre elas o sequestrador, e quatro feridos na operação para libertar os reféns mantidos nesta segunda-feira por um suposto clérigo muçulmano em uma cafeteria do centro de Sydney. Duas das vítimas mortais são reféns, uma mulher de 38 anos e um homem de 34, e o outro é o sequestrador, Man Haron Monis, um autoproclamado clérigo muçulmano de origem iraniana, radicalizado e com antecedentes de violência, que protagonizou vários protestos na Austrália contra a intervenção militar no Afeganistão. Os feridos são três mulheres, uma delas com ferimento de bala, e um agente policial, que estão sendo atendidos em hospitais da região. Outra mulher de 35 anos também foi hospitalizada como medida "preventiva", segundo a polícia, que não a inclui na lista de feridos. Entre os cerca de 20 reféns, havia uma brasileira, a personal trainer goiana Marcia Mikhael, cuja família informou no Facebook que ela está bem e em segurança. Man Haron Monis, também conhecido como xeque Haron, entrou na segunda-feira de manhã no Lindt Chocolate Cafe, situado na área financeira Martin Place, e manteve como reféns as pessoas que estavam em seu interior, funcionários e clientes, durante 17 horas. Entre suas primeiras ações obrigou duas pessoas a estender uma bandeira no vidro da entrada da cafeteria com uma mensagem escrita em árabe que dizia: "Não há outro Deus que Alá e Maomé é seu profeta". Logo em seguida, a polícia isolou a área, evacuou edifícios e estabeleceu contato com o sequestrador. Os corpos de segurança decidiram intervir depois de cerca de 17 horas de sequestro, já na madrugada australiana, e atuaram pouco depois que cinco pessoas conseguiram deixar o estabelecimento. Do lado de fora era possível ver a atividade de agentes e escutar várias rajadas de disparos que iluminaram o interior da cafeteria, além de uma explosão. Em seguida, os reféns começaram a sair da cafeteria, alguns com as mãos levantadas. Segundo a emissora de TV "Channel 7", foram sete as pessoas libertadas pelos agentes. Ambulâncias e veículos de bombeiros se situaram nas imediações para atender aos feridos, dois dos quais necessitaram reanimação cardíaca. O primeiro-ministro australiano, Tony Abbott, qualificou o sequestro como um ato com "motivações políticas" e se reuniu duas vezes ao longo do dia com o Comitê de Segurança Nacional. EFE watt/rsd

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