Polícia da Tunísia detém 25 supostos radicais após duplo atentado
Indivíduos têm supostos vínculos com grupos takfiris, a interpretação mais extremista do Islã sunita. Explosões deixaram 9 mortos e 8 feridos
Internacional|Da EFE

Forças de segurança tunisianas detiveram 25 pessoas por seus supostos vínculos com grupos takfiris, a interpretação mais radical do Islã sunita, informou nesta sexta-feira (28) o Ministério de Interior da Tunísia.
As prisões são parte de uma operação policial lançada após o duplo atentado cometido ontem por dois supostos suicidas em dois pontos diferentes da capital, Túnis, que matou 9 pessoas - entre elas um policial - e deixaram oito feridos, ações que foram reivindicadas pelo Daesh.
Cerca de 500 casas de pessoas suspeitas de vínculos com takfirismo foram revistadas e uma suposta célula em Menzel Jemil, na região de Bizerta, foi desmantelada.
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De acordo a agência oficial de notícias tunisiana TAP, esta segunda operação terminou com a detenção de cinco membros que teriam jurado lealdade ao Daesh.
A mesma fonte explicou que os detidos estavam em posse de documentos e telefones celulares que contêm provas da sua relação com redes terroristas tanto no interior do país como no exterior.
Quatro deles se encontram atualmente sob custódia policial enquanto o quinto foi transferido à seção judicial de luta antiterrorista.
A primeira explosão tinha como alvo uma patrulha na Avenida Charles de Gaulle, no centro histórico de Túnis, enquanto a segunda aconteceu no estacionamento do Departamento Antiterrorista do bairro de Gorjani.
A Tunísia é o quarto país do mundo em número de radicais que se somaram ao Daesh, só superada por Rússia, Arábia Saudita e Jordânia.













