Polícia e manifestantes mascarados entram em confronto em Paris
Conflitou tomou conta da manifestação do Dia do Trabalho feita por sindicatos contra reformas econômicas do presidente Emmanuel Macron
Internacional|Do R7

Centenas de anarquistas mascarados e encapuzados quebraram janelas de lojas, incendiaram carros e arremessaram pedras contra a tropa de choque de polícia nesta terça-feira em Paris, sequestrando a manifestação do Dia do Trabalho feita por sindicatos contra as reformas econômicas do presidente Emmanuel Macron.
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A tropa de choque da polícia usou gás lacrimogêneo e canhões de água para dispersar os manifestantes. O chefe da polícia de Paris, Michel Delpuech, disse que mais de 200 manifestantes foram presos e quatro pessoas ficaram levemente feridas nos confrontos, incluindo um policial.
“Eu condeno com absoluta firmeza a violência que aconteceu hoje e descarrilou as marchas do Dia do Trabalho”, tuitou Macron, que estava em visita à Austrália.
“Tudo será feito para que os criminosos sejam identificados e responsabilizados por suas ações.”
Autoridades disseram que cerca de 1.200 manifestantes, muitos vestidos de preto, haviam aparecido às margens da manifestação anual do Dia do Trabalho. Os manifestantes eram de grupos anarquistas e da extrema-esquerda conhecidos como Black Blocs, segundo a polícia.
O porta-voz do governo, Benjamin Griveaux, criticou os manifestantes por cobrirem seus rostos. “Quando você possui convicções sinceras, você se manifesta com seu rosto desmascarado”, disse. “Aqueles que vestem capuzes são os inimigos da democracia.”
Gritando palavras de ordem antifascismo e agitando bandeiras soviéticas e cartazes antigoverno, os manifestantes quebraram janelas de lojas, incluindo uma garagem da Renault e uma filial do McDonalds próxima à estação Austerlitz, no leste de Paris.
Eles também saquearam lojas e picharam frases anti-capitalismo em paredes antes de serem eventualmente dispersados pela polícia.
Servidores públicos franceses entraram em greve nesta terça-feira (10) em protesto contra os planos do presidente da França, Emmanuel Macron, de reduzir o funcionalismo público e endurecer as condições salariais, obrigando empresas aéreas a cancelar ce...
Servidores públicos franceses entraram em greve nesta terça-feira (10) em protesto contra os planos do presidente da França, Emmanuel Macron, de reduzir o funcionalismo público e endurecer as condições salariais, obrigando empresas aéreas a cancelar centenas de voos e interrompendo atividades nas escolas. Pelo menos 26 mil trabalhadores se manifestam nas ruas segundo a polícia local





















