Polícia investiga incêndio na Grenfell Tower, em Londres, como homicídio
Prédio já tinha recebido denúncias, em 2013, por falhas na segurança
Internacional|Da Ansa

As autoridades de Londres informaram nesta quinta-feira (27) que há "motivos suficientes" para definir o incêndio na Grenfell Tower, ocorrido em 14 de junho e que deixou 80 mortos, como "um homicídio culposo provocado por uma ou várias empresas".
De acordo com a polícia, entre as entidades envolvidas está o Município, além da entidade de casas populares Royal Borough de Kensington e de Chelsea, e a empresa Chelse Tenant Management.
Em uma carta enviada aos sobreviventes e familiares das vítimas, a Scotland Yard acrescenta que responsáveis de alto nível do município e das entidades "serão formalmente interrogados sobre a potencial acusação".
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A Grenfell Tower tinha 24 andares e abrigava entre 400 e 500 moradores. O local já tinha recebido denúncias, em 2013, por falhas na segurança.
Segundo as primeiras investigações, as chamas na Grenfell Tower foram causadas por um curto-circuito em um freezer, mas se espalharam graças ao material inflamável que revestia a fachada do prédio.
Devido à dificuldade para encontrar e reconhecer os corpos, o número exato de vítimas só deve ser conhecido em 2018.










