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Polícia italiana recupera obra de Picasso avaliada em R$ 52 milhões

Internacional|Do R7

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(Atualiza com detalhes). Roma, 27 mar (EFE).- A polícia da Itália recuperou uma obra do pintor Pablo Picasso que tinha sido roubada, avaliada em 15 milhões de euros (cerca de R$ 52 milhões), e que estava "prestes a ser levada para fora do país", disse à Agência Efe o ministro de Bens Culturais, Dario Franceschini. Segundo ele, datado de 1912, o trabalho corresponde ao período cubista do artista espanhol. A obra foi encontrada pelo Núcleo de Tutela do Patrimônio Cultural dos Carabinieri, tem o nome de "Violin et bouteille de bass", e mede 54 por 45 centímetros. O general Mariano Mossa, que apresentou o quadro para a imprensa em Roma, afirmou que a tela tem "uma excepcional relevância artística". Ele acrescentou que em 1978 ela pertencia a um aposentado romano, que tinha uma coleção particular. De acordo com a polícia, a obra tinha sido apresentada por este aposentado à casa de leilões Sotheby's, onde solicitou a permissão para sua exportação nas dependências oficiais em Veneza, com uma avaliação de 1,4 milhões de euros. Este detalhe despertou suspeitas da polícia italiana, que começou a investigar a origem da obra, que figurava no catálogos Zervos, em 1961. Mossa disse que "o proprietário não está identificado" e que os agentes trabalham para "verificar a legitimidade dele e os movimentos da obra". Até agora, acredita-se que a história se remonte a 1978, quando "um emoldurador de Roma reparou uma fotografia da mulher falecida de um idoso", que se viu obrigado a presenteá-lo por seu trabalho "e lhe deu esta tela, embora não tenha dito que era um Picasso". "O emoldurador esteve durante 36 anos com esta tela e a guardou em sua casa de maneira inadequada, porque não sabia que era um Picasso. Um dia, olhando índices de Picasso, o homem viu certa similaridade entre as técnicas e começou a se questionar", relatou Mossa. Foi nesta ocasião em que ele decidiu apresentar a obra à casa Sotheby's e fez acionar o alarme. Os agentes comprovaram a autenticidade da tela, que o emoldurador quis vender por 1,4 milhões de euros, após garantir que era o atual proprietário e pedir a permissão para a livre circulação e assim poder exportá-la. "Com total certeza é um Picasso", sentenciou Mossa, que explicou que o quadro está "confiscado" até que a legitimidade do suposto dono ser confirmada. Segundo Franceschini, "é preciso esperar às investigações para conhecer a quem pertence" e, depois disso, decidir o destino da obra. EFE mso/cdr (foto) (vídeo)

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