Polícia teria matado ao menos um em protesto de islamitas no Egito
Internacional|Do R7
Cairo, 6 out (EFE).- Pelo menos uma pessoa morreu e várias ficaram feridas neste domingo em confrontos entre policiais e manifestantes partidários do presidente egípcio deposto Mohammed Mursi na cidade de Delga, ao sul do Cairo. Uma fonte dos serviços de segurança disse à Agência Efe que os policiais dispararam contra manifestantes quando estes tentaram entrar na delegacia da cidade e abriram fogo contra o prédio. A Irmandade Muçulmana, grupo ao qual Mursi pertenceu até chegar à presidência em junho de 2012, confirmou em seu site que houve um morto em Delga "por disparos contra uma manifestação pacífica". Durante a manifestação, os presentes cantaram palavras de ordem contra os militares e exigiram a volta da "legitimidade", em referência à restituição de Mursi na chefia do Estado. As autoridades recuperaram em meados de setembro o controle de Delga, que ficou tomada pelos islamitas durante um mês. Enquanto isso, no Cairo, os partidários de Mursi realizam hoje várias marchas em direção à praça de Tahrir, ao palácio presidencial de Itihadiya e às praças de Rabea al Adauiya e de Al Nahda, devido ao quadragésimo aniversário da guerra de 1973 contra Israel. Para hoje, o grupo "Tamarrud" (Rebelião), partidário dos militares, convocou uma concentração em Tahrir. A Irmandade assegurou em seu site que seus seguidores entraram na praça de Rabea al Adauiya, o que uma fonte de segurança desmentiu à Efe. As concentrações seguem a pauta das últimas manifestações dos islamitas, que convocam seus seguidores na saída da oração frente às mesquitas e transitam em pequenos grupos de centenas por ruas secundárias. O exército enviou tanques e carros de combate a algumas das principais pontes que atravessam o Nilo, e cortou da mesma forma várias das principais vias da cidade, o que está causando engarrafamentos e aglomerações. EFE mf-ssa/tr










