Policiais de cidade do leste ucraniano entregam quartel a separatistas pró-russos
Cerca de trinta jovens policiais embarcaram no primeiro ônibus
Internacional|Do R7

Policiais ucranianos que estavam cercados por militantes pró-Rússia desde o fim da tarde desta terça-feira (29) na sede da polícia de Lugansk (leste) deixaram o prédio desarmados.
Às 22h40 (horário local), eles passaram em fila indiana por entre civis e homens armados, e depois entraram em ônibus.
"Voltem para casa!", gritava a multidão. Cerca de trinta jovens policiais, visivelmente assutados, embarcaram no primeiro ônibus. Outro aguardava para levar os outros.
Longas negociações foram realizadas sobre o que seria feito do armamento do prédio. Por volta das 21h00, um dos líderes insurgentes disse às pessoas com um megafone: "As armas vão passar para o controle da polícia do povo de Lugansk. Vamos deixar todas estas armas em segurança".
Pouco antes, ele havia se voltado para o prédio, afirmando: "Não vamos tocar em vocês. Podem sair".
"Eles são adolescentes, têm apenas 18 anos. Eles estão aterrorizados", disse à AFP um homem armado que não quis se identificar. Empunhando seu fuzil novo em folha, ele acrescentou: "Estamos aqui para proteger o povo. Jamais seríamos os primeiros a atirar".
O cerco começou no início da noite, depois que os manifestantes, reunidos desde as 14h00, tomaram sem dificuldade a administração regional, o gabinete do procurador da região de Lugansk e a sede da televisão local.
Os militantes tentaram derrubar a entrada da sede da polícia, mas os agentes responderam jogando bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo.
Secretário de Estado americano acusa Rússia de querer alterar segurança em todo leste da Europa
Rússia diz que novas sanções da UE estimulam neonazistas ucranianos
Cerca de quarenta homens fortemente armados chegaram a bordo de um micro-ônibus da própria polícia e de um caminhão, e tomaram posição de tiro. Um deles chegou a disparar para o alto.
As negociações logo foram iniciadas. Uma hora depois, os insurgentes afirmaram que os policiais tinham aceitado se render.
"Eles não vão usar suas armas. São nossos irmãos", disse à multidão um dos líderes, um jovem de suéter caqui chamado Alexei Kariakine.
Outro homem armado disse: "Eles estão com medo! Mulheres, formem um corredor para garantir a segurança deles!"












