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Policiais garantem que reagiram a disparos de presos no Carandiru

Internacional|Do R7

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São Paulo, 31 jun (EFE).- Vários policiais que estão sendo julgados por sua suposta responsabilidade no massacre de 111 presos ocorrido em 1992 no Carandiru afirmaram nesta quarta-feira que reagiram aos disparos dos detentos. Na terceira sessão desta etapa do julgamento, na qual estão acusados 25 policiais, 18 se negaram a falar sobre sua participação na repressão do motim. O ex-capitão Valter Alves Mendonça, responsável do batalhão que operou no terceiro andar do presídio, declarou que todos seus homens dispararam e que fizeram isso em resposta aos tiros dos presos. Mendonça diminuiu a responsabilidade de sua tropa, porque "não tinha treinamento específico", segundo ele, e porque atuou "após receber ordens". O policial Marcelo Gonzáles Marques, que na época era tenente, assegurou que foi ferido por uma arma branca no confronto e corroborou a versão de seu superior. Na primeira etapa do julgamento, que começou em abril deste ano, o júri condenou a 156 anos de prisão cada um dos 23 agentes acusados da morte de 13 presos que foram encontrados mortos em suas celas no segundo andar do Carandiru, na época o maior presídio de São Paulo. Devido ao grande tamanho da causa, que levará ao banco dos réus um total de 78 policiais, o processo foi dividido em quatro fases, uma por cada andar da prisão onde se registrou o assassinato de presos. EFE mp/rsd

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