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Por que a China proibiu romances entre humanos e inteligência artificial

Autoridades temem que chatbots de companhia contribuam para a queda de natalidade no país

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A China estabeleceu novas regras para limitar relações entre humanos e chatbots de companhia.
  • Autoridades temem que a dependência emocional de chatbots contribua para a queda da natalidade e o afastamento social.
  • Chatbots de companhia devem ser avaliados por órgãos reguladores antes de serem lançados ao público.
  • As medidas visam controlar o uso desenfreado da inteligência artificial e incentivar relacionamentos no mundo real.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Medidas visam incentivar relacionamentos no mundo real Pexels

A China anunciou novas regras para limitar a relação entre humanos e chatbots, segundo o The Wall Street Journal. A medida impede que plataformas de inteligência artificial incentivem a dependência emocional, como forma de evitar impactos sociais, psicológicos e até demográficos.

Em meio ao crescimento de assistentes virtuais criados para oferecer companhia ao usuário, autoridades temem que as relações com chatbots afastem as pessoas do convívio social, aumentem o vício e até contribuam para a queda da natalidade no país.


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Além de impedir o incentivo à dependência emocional, o governo chinês passou a exigir que chatbots de companhia sejam avaliados pelos órgãos reguladores antes de serem lançados ao público. As autoridades também poderão retirar do mercado qualquer sistema considerado inseguro.

As medidas fazem parte da política de Pequim para controlar o uso desenfreado da inteligência artificial, que pode prejudicar trabalhos e educação. Outra preocupação está ligada à queda da natalidade no país. Em 2025, a população chinesa diminuiu pelo quarto ano seguido, enquanto a taxa de nascimentos atingiu um novo recorde de baixa.


Após décadas da política do filho único, a China enfrenta o envelhecimento acelerado da população e busca incentivar relacionamentos no mundo real e a formação de novas famílias.

“Eles querem incentivar as pessoas a terem relacionamentos reais, no mundo real. Podemos imaginar um futuro onde, daqui a três ou quatro anos, 15 milhões de mulheres chinesas digam que seus parceiros são chatbots e, portanto, não querem ter filhos?”, disse Matt Sheehan, que estuda inteligência artificial chinesa no Carnegie Endowment for International Peace, para o The Wall Street Journal.

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