Premiê britânico evita investigação parlamentar sobre nomeação de embaixador ligado a Epstein
Câmara rejeitou a proposta da oposição conservadora que pedia a abertura da investigação
Internacional|Da Reuters
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, conseguiu evitar nesta terça-feira (28) a abertura de uma investigação parlamentar sobre a nomeação de Peter Mandelson como embaixador britânico em Washington, após a Câmara dos Comuns rejeitar por 335 votos a 223 uma moção da oposição conservadora.
Apesar da vitória política, Starmer segue sob pressão por suspeitas de ter burlado procedimentos na escolha do diplomata.
A moção pedia que o Comitê de Privilégios investigasse a declaração de Starmer de que o devido processo foi seguido na nomeação de Mandelson.
Veja Também

Internacional
Análise: Keir Starmer tornou-se uma sombra de si mesmo com a divulgação dos arquivos de Epstein
Internacional
Macron e Starmer recebem líderes para pressionar pela reabertura do estreito de Ormuz

JR na TV
Chefe de governo do Reino Unido admite que errou ao nomear Jeffrey Epstein como embaixador nos EUA
O colegiado tem poder para suspender parlamentares, incluindo o premiê, e uma conclusão de que ele enganou deliberadamente o Parlamento poderia levar à renúncia.
A controvérsia envolve a nomeação de Mandelson, ex-comissário de Comércio da União Europeia e aliado político de Starmer, apesar de alertas de segurança e de sua ligação com Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais.
Mandelson foi demitido em setembro após novas revelações sobre a proximidade com Epstein.
Em depoimento ao Comitê de Relações Exteriores, o ex-chefe de gabinete de Starmer, Morgan McSweeney, admitiu ter cometido um “erro grave” ao recomendar Mandelson e pediu desculpas às vítimas de Epstein.
Ele negou, porém, ter pressionado autoridades a ignorar procedimentos de segurança.
Já Philip Barton, ex-principal funcionário do Ministério das Relações Exteriores, afirmou que houve pressão para acelerar a confirmação da nomeação, embora tenha negado pressão por um resultado específico. Segundo ele, Starmer foi informado sobre os riscos e os aceitou.
A líder conservadora, Kemi Badenoch, afirmou que “claramente” o devido processo não foi seguido e classificou a nomeação de um “risco à segurança nacional” como uma falha grave de governo.
Starmer chamou a iniciativa da oposição de “manobra” para prejudicar o Partido Trabalhista antes das eleições locais de 7 de maio.
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp












