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Premiê britânico evita investigação parlamentar sobre nomeação de embaixador ligado a Epstein

Câmara rejeitou a proposta da oposição conservadora que pedia a abertura da investigação

Internacional|Da Reuters

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Keir Starmer, primeiro-ministro do Reino Unido, evita investigação parlamentar sobre nomeação de Peter Mandelson como embaixador em Washington.
  • A Câmara dos Deputados rejeitou a moção da oposição conservadora por 335 votos a 223.
  • Starmer enfrenta críticas por suspeitas de ter burlado procedimentos de segurança na escolha de Mandelson, relacionado a Jeffrey Epstein.
  • Ex-chefe de gabinete de Starmer admitiu ter cometido um erro ao recomendar Mandelson e reconheceu a pressão para acelerar sua nomeação.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O ex-chefe de gabinete de Starmer admitiu um "erro grave" ao recomendar Mandelson Carl Court/Pool via Reuters - 26.02.2025

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, conseguiu evitar nesta terça-feira (28) a abertura de uma investigação parlamentar sobre a nomeação de Peter Mandelson como embaixador britânico em Washington, após a Câmara dos Comuns rejeitar por 335 votos a 223 uma moção da oposição conservadora.

Apesar da vitória política, Starmer segue sob pressão por suspeitas de ter burlado procedimentos na escolha do diplomata.


A moção pedia que o Comitê de Privilégios investigasse a declaração de Starmer de que o devido processo foi seguido na nomeação de Mandelson.

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O colegiado tem poder para suspender parlamentares, incluindo o premiê, e uma conclusão de que ele enganou deliberadamente o Parlamento poderia levar à renúncia.


A controvérsia envolve a nomeação de Mandelson, ex-comissário de Comércio da União Europeia e aliado político de Starmer, apesar de alertas de segurança e de sua ligação com Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais.

Mandelson foi demitido em setembro após novas revelações sobre a proximidade com Epstein.


Em depoimento ao Comitê de Relações Exteriores, o ex-chefe de gabinete de Starmer, Morgan McSweeney, admitiu ter cometido um “erro grave” ao recomendar Mandelson e pediu desculpas às vítimas de Epstein.

Ele negou, porém, ter pressionado autoridades a ignorar procedimentos de segurança.


Já Philip Barton, ex-principal funcionário do Ministério das Relações Exteriores, afirmou que houve pressão para acelerar a confirmação da nomeação, embora tenha negado pressão por um resultado específico. Segundo ele, Starmer foi informado sobre os riscos e os aceitou.

A líder conservadora, Kemi Badenoch, afirmou que “claramente” o devido processo não foi seguido e classificou a nomeação de um “risco à segurança nacional” como uma falha grave de governo.

Starmer chamou a iniciativa da oposição de “manobra” para prejudicar o Partido Trabalhista antes das eleições locais de 7 de maio.

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