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Premiê britânico não descarta abandonar Convenção Europeia de Direitos Humanos

Internacional|Do R7

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LONDRES (Reuters) - A Grã-Bretanha pode deixar a Convenção Europeia de Direitos Humanos caso não consiga as mudanças que deseja sobre como as regras são aplicadas, disse o primeiro-ministro britânico, David Cameron, nesta quarta-feira.

O Partido Conservador, de Cameron, que conquistou uma surpreendente maioria nas eleições do mês passado, quer reformular as atuais leis de direitos humanos a fim de reduzir a influência da Corte Europeia de Direitos Humanos, sediada na França, que aplica os estatutos da convenção.

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A medida é parte de planos mais amplos para reformar o relacionamento da Grã-Bretanha com a União Europeia antes de um referendo sobre a participação britânica no bloco no fim de 2017, embora a corte não seja uma instituição da UE, e sim uma entidade separada do Conselho da Europa.

"Somos muitos claros sobre o que queremos: juízes britânicos tomando decisões em tribunais britânicos", disse Cameron ao Parlamento quando questionado por um parlamentar conservador se ele tinha planos para se retirar da convenção.

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"Nossos planos estabelecidos em nosso manifesto não envolvem nossa saída da Convenção Europeia de Direitos Humanos, mas vamos ser absolutamente claros: se nós não conseguirmos o que precisamos... eu não descarto nada para conseguir isso."

Críticos dos planos do Partido Conservador, que incluem figuras conhecidas dentro da legenda, dizem que abandonar a convenção enfraqueceria os direitos humanos em todas as 47 nações signatárias, porque, assim, outros governos se sentiriam livres para ignorá-la.

(Reportagem de Kylie MacLellan)

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