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Premiê tailandesa propõe referendo em meio à expectativa de grande protesto

Internacional|Do R7

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BANGCOC, 8 de Dez (Reuters) - A primeira-ministra tailandesa Yingluck Shinawatra propôs neste domingo um referendo sobre seu futuro e prometeu renunciar se isso for o desejo do povo, enquanto os manifestantes anti-governo preparam um impulso final em protestos para forçá-la a deixar o cargo.

Manifestantes foram às ruas da capital durante semanas, entrando em confronto com a polícia e prometendo expulsar Yingluck e erradicar a influência de seu irmão auto-exilado, o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra.


As manifestações são a mais recente demonstração de quase uma década de rivalidade entre forças alinhadas com o governo em Bangcoc e os que apoiam Thaksin, um ex-magnata das telecomunicações, que ganhou grande apoio no campo, com políticas favoráveis às populações mais pobres.

Ressaltando a divisão, o Partido Democrata que apoia o governo disse que todos os seus membros da Câmara dos Deputados devem abrir mão de seus lugares porque eles não podem trabalhar com partido de Yingluck.


O líder dos manifestantes, Suthep Thaugsuban, um ex-vice primeiro-ministro do Partido Democrata, convocou uma demonstração final na segunda-feira para forçar a saída de Yingluck.

Yingluck disse em anúncio pela televisão que seu governo estava procurando maneiras de acabar com o conflito. "Devemos realizar um referendo para que as pessoas possam decidir o que devemos fazer", disse ela.


Suthep, ciente de que Yingluck provavelmente ganhe uma eleição se for convocada, pede a criação de um "conselho do povo" com "pessoas boas" nomeadas para substituir o governo.

Yingluck rejeitou a ideia que classificou como inconstitucional e antidemocrática. Ela não deu detalhes sobre um possível referendo, mas disse que estava de acordo com a Constituição.


"Estou disposta a ouvir as propostas dos manifestantes. Eu não sou apegada a esse cargo", disse ela . "Eu estou pronta a renunciar e dissolver o Parlamento, se isso for o que a maioria do povo tailandês quer."

(Reportatem Khettiya Jittapong)

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