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Preocupado, Israel apoia discretamente Forças Armadas do Egito

Internacional|Do R7

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Por Jeffrey Heller

JERUSALÉM, 19 Ago (Reuters) - Israel está pedindo ao Ocidente que apoie o Exército do Egito em sua confrontação com a Irmandade Muçulmana, discretamente repetindo as advertências feitas pelo aliado regional dos Estados Unidos, a Arábia Saudita, contra pressionar o governo apoiado pelos militares.

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"Israel compartilha suas opiniões com os EUA e alguns países da UE (União Europeia), e essas opiniões são para dar prioridade à restauração da estabilidade", disse uma importante autoridade israelense nesta segunda-feira.

"Goste-se ou não, o Exército é o único partido que pode restaurar a paz e a ordem (no Egito)."

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Com o gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, instruído por ele a evitar comentários públicos sobre a agitação no Egito, onde cerca de 850 pessoas, inclusive 70 policiais e soldados, foram mortos em quase uma semana de violência, autoridades do governo vêm falando sob anonimato sobre as preocupações de Israel.

Entre elas está qualquer sinal de um enfraquecimento de apoio a militares egípcios que mantiveram laços de segurança estreitos com Israel, mesmo durante o governo de um ano do presidente Mohamed Mursi, o líder da Irmandade Muçulmana deposto pelo Exército em 3 de julho depois de protestos enormes contra ele.

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Respondendo ao número crescente de mortos no Egito, os Estados Unidos adiaram a entrega de quatro caças F-16 e abandonaram um exercício militar conjunto com as Forças Armadas egípcias, mas não retiraram a ajuda anual de 1,55 bilhão de dólares.

Essa decisão, disse uma autoridade israelense, "provocou o levantar de sobrancelhas" em Israel, que assinou um tratado de paz com o Egito em 1979 que vem sendo escorado por uma relação prática entre as Forças Armadas dos dois países.

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Mas outras autoridades insistiram que não havia nenhum lobby israelense oficial em Washington para dissuadir o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de tomar medidas mais fortes para tentar coibir a repressão militar egípcia.

"Quando falamos (com as autoridades norte-americanas), dizemos claramente o que achamos. Não significa que seja uma campanha. Compartilhamos nossas opiniões e análises", disse uma autoridade.

"Com qual outro vizinho do Egito eles podem falar sobre isso? Somos a única nação com quem eles podem falar sobre o que está bem na fronteira; obviamente, há muito para trocar."

Israel, esperando preservar seu tratado de paz com o Egito, não disse nada em resposta à eleição de Mursi para a Presidência um ano atrás, depois que o autocrata Hosni Mubarak foi derrubado, mas Netanyahu já expressou no passado seu medo de um governo islâmico no Egito.

Tal cenário, disse em 2011, representava "uma ameaça tremenda" à cooperação egípcia-israelense.

Israel vê as Forças Armadas do Egito como críticas para o confronto do fundamentalismo islâmico em nível nacional e para lidar com os ataques lançados por militantes islamistas na Península do Sinai, que há tempos é uma longa fronteira deserta com o Estado judaico.

Aumentando os temores de Israel sobre um aumento da criminalidade à sua porta, supostos atiradores islâmicos mataram ao menos 24 policiais egípcios em uma emboscada no Sinai nesta segunda-feira.

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