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Presa desde setembro, dissidente chinesa Cao Shunli morre em hospital

Internacional|Do R7

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Pequim, 14 mar (EFE).- A ativista de direitos humanos Cao Shunli, presa desde setembro, que sofria de tuberculose, doença hepática e outras enfermidades graves, morreu nesta sexta-feira em Pequim, revelou a organização Human Rights China. Cao, que protagonizou durante meses uma campanha contra o Ministério das Relações Exteriores de Pequim para exigir participar do debate do relatório que a China tinha que apresentar no Conselho de Direitos Humanos da ONU ano passado, e teve tratamento médico negado enquanto estava presa. "O Partido Comunista deveria assumir a plena responsabilidade por sua morte, já que quando foi detida não tinha nenhuma doença, mas após meio ano, morreu de dor", disse à Agência Efe hoje seu colega, o também ativista Hu Jia, que foi detido e interrogado pela polícia chinesa duas vezes nos últimos dois meses. "Fu Zhenghua (vice-ministro de Segurança Pública da China) é o carrasco de Cao Shunli", acrescentou, e denunciou que está atualmente sob prisão domiciliar sem que haja acusação formal contra ele. No início deste mês, o ativista Liu Xiaofang, amigo íntimo de Cao, afirmou à Human Rights China que não havia decisão judicial contra Cao e que sua condição "poderia ser terminal", depois de ela ficar vários dias em estado de coma profundo em um hospital de Pequim. No entanto, a polícia não informou do estado de Cao a sua família até fim de fevereiro, disse à agência Efe Hu Jia. Vários familiares e organizações, entre elas Anistia Internacional, denunciaram que a Cao teve negado inicialmente o tratamento médico quando sua saúde piorou na prisão. Liu assinalou que o irmão dela, Cao Yunli, foi no último dia 27 ao hospital de Pequim quando seu estado se agravou, e ali "alguém da procuradoria" chinesa disse que a solicitação para o tratamento médico de sua irmã "tinha sido aprovada". O funcionário pediu a Cao Yunli e a outros parentes que assinassem vários documentos médicos sobre o estado da militante e seu tratamento, o que só foi feito junto coma assinatura de outros relatórios que, segundo este, não tinham relação com a saúde de sua irmã. Cao foi detida em setembro quando se preparava para viajar para Genebra (Suíça), e depois foi acusada de alteração da ordem pública e assembleia ilegal. EFE pav/cd

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