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Presidente peruano troca ministros em meio a escândalo de corrupção

Oposição exigiu renovação do gabinete e reuniu assinaturas para aplicar moção de censura

Internacional|Do R7

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Mandatário peruano Ollanta Humala junto a novo ministro do Interior José Luis Pérez
Mandatário peruano Ollanta Humala junto a novo ministro do Interior José Luis Pérez

O presidente peruano, Ollanta Humala, renovou parcialmente seu ministério na terça-feira (17) com a saída de cinco ministros, entre eles o de Energia e Minas, para aplacar uma moção de censura prevista no Congresso, em meio a escândalos de corrupção.

Em uma decisão inesperada, Humala designou Rosa María Ortiz como ministra de Energia e Minas, uma ex-chefe do Senace (Órgão de certificação ambiental para Investimentos Sustentáveis), para substituir Eleodoro Mayorga.


A saída de Mayorga ocorre logo depois de ter prometido a um grupo que vive na selva peruana que pediria à petroleira argentina Pluspetrol para se retirar de uma área onde houve protestos contra suas operações.

Mayorga também enfrenta acusações de favorecer empresas do setor de mineiro-energético, mas ele nega as denúncias.


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Humala também trocou o popular ministro do Interior, Daniel Urres; o da Justiça, Daniel Figallo; a titular do escritório da Mulher e Populações Vulneráveis, Carmine Omonte, e o ministro do Trabalho, Freddy Otárola, que assumiu a pasta da Justiça.

O ex-chefe do Instituto Penitenciário José Luis Pérez Guadalupe assumiu o Ministério do Interior.


A saída de Urresti ocorreu logo depois da morte de uma pessoa após embates com a polícia durante protesto contra concessão de um lote de hidrocarbonetos na selva do país.

As mudanças de ministério têm sido constantes no governo de Humala, um militar da reserva, que na terça-feira indicou seu sétimo ministro do Interior, no momento que enfrenta uma forte queda na popularidades e acusações de corrupção em seu governo.

A oposição, vinculada aos ex-presidentes Alberto Fujimori e Alan García, havia pedido a Humala uma renovação de seu gabinete e paralelamente conseguiu assinaturas para aplicar uma moção de censura contra a primeira-ministra peruana, Ana Jara.

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