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Pressão americana sobre a China visa reduzir déficit interno, diz especialista

Viagem de Trump à China busca reequilibrar relações comerciais em meio a tensões econômicas e geopolíticas

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Trump chegou à China para discutir reequilíbrio nas relações comerciais com Xi Jinping.
  • A visita tem foco na abertura do mercado chinês para empresas americanas e redução do déficit comercial.
  • Disputas comerciais incluem respeito a patentes e preocupações sobre o uso de inteligência artificial.
  • As terras raras controladas pela China são consideradas estratégicas para a indústria e segurança dos EUA.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desembarcou na China, nesta quarta-feira (13), para um encontro histórico com o líder Xi Jinping. A visita é a primeira de um representante americano após quase uma década. Antes de viajar ao país asiático, o republicano disse que vai solicitar que a China se abra aos negócios americanos.

Em entrevista ao Hora News, o especialista em segurança e estratégia internacional Ricardo Cabral explica que o encontro ocorre em um momento crítico para os Estados Unidos devido à inflação elevada, que pressiona a economia americana.


Donald Trump discursando em púlpito presidencial à esquerda e Xi Jinping sentado em reunião formal à direita.
Disputas incluem respeito às patentes tecnológicas americanas pela indústria chinesa Reprodução/Record News - 12.05.2026

“Eles têm um déficit enorme, um déficit de mais de US$ 100 bilhões, é uma coisa monstruosa. Então, eles querem reduzir esse déficit e estão pressionando os chineses para a abertura. Mas abertura em quê? Comprar energia, petróleo e gás americano, que é caro em relação ao que eles importam do Irã, por exemplo. Eles querem vender equipamentos, aviões, querem vender máquinas para os chineses, carros. O engraçado é que os chineses têm uma produção excedente de carros. O mercado deles nem comporta a própria produção”, diz.

Além das questões comerciais, as disputas incluem respeito às patentes tecnológicas americanas pela indústria chinesa. “Existe também um embate muito forte sobre inteligência artificial, que os americanos por enquanto não querem saber de regulação. Uma posição diametralmente oposta à dos chineses, que defendem uma regulamentação, inclusive global, sobre o alcance da IA devido aos perigos que ela apresenta para a humanidade, principalmente na área de defesa”, ressalta.

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