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Primeiro ataque suicida talibã após morte de mulá Omar deixa 16 mortos

Internacional|Do R7

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(Acrescenta novos ataques) Cabul, 6 ago (EFE).- Pelo menos 16 pessoas morreram e 22 ficaram feridas em ataques talibãs perpetrados contra delegacias de polícia no Afeganistão, no primeiro deste tipo cometidos pelos insurgentes após o anúncio da morte de seu líder, o mulá Omar, informaram à Agência Efe fontes oficiais. O primeiro ataque ocorreu em Logar, capital provincial de Pul-e-Alam, e no mesmo morreram quatro civis e três policiais, além do terrorista suicida que conduzia um caminhão-bomba, disse um membro de Conselho da Província, Abdul Wali Ahmadzai, que indicou que a onda expansiva causou danos em vários edifícios próximos. Uma fonte policial disse à Agência Efe que entre os 20 feridos se encontram mulheres e crianças. O porta-voz talibã, Zabihullah Mujahid, reivindicou a autoria do ataque, afirmou que mais de 100 policiais morreram no mesmo e advertiu que contam com "muitos suicidas prontos para atacar". Os insurgentes atacaram posteriormente duas delegacias de polícia próximas na cidade meridional de Kandahar, em duas ações consecutivas, manifestou o porta-voz do governador da província do mesmo nome, Samim Khpalwak. As Forças de Segurança mataram dois insurgentes que atacaram uma delegacia rumo às 15h local (7h30, em Brasília) e 15 minutos depois três atacantes que vestiam burca chegaram perto dos quartéis policiais situados a dois quilômetros, onde após uma hora de enfrentamento também foram mortos. Neste último ataque morreram dois policiais e um membro da agência de inteligência afegã (NDS), enquanto dois integrantes do pessoal de segurança ficaram feridos, disse Khpalwak. Trata-se dos primeiros ataques após o anúncio, na semana passada, da morte há dois anos do líder talibã, o mulá Omar, e da nomeação do novo chefe insurgente, Ajtar Mansur. A violência no Afeganistão continua afetando mulheres e crianças com 23% e 13% a mais de vítimas entre estes dois grupos durante o primeiro semestre do ano, de acordo com a missão da ONU no país (Unama). EFE bks-jlr/ff

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