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Primeiro-ministro do Iraque diz que só deixará governo com ordem da justiça

Para Maliki, nomeação de Abadi para substituí-lo é "violação" da Constituição

Internacional|Do R7, com agências internacionais

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Iraquianos carregam retrato de Nuri al-Maliki em protesto em apoio a ele em Bagdá
Iraquianos carregam retrato de Nuri al-Maliki em protesto em apoio a ele em Bagdá

O primeiro-ministro em fim de mandato do Iraque, Nouri al-Maliki, disse nesta quarta-feira (13) em seu discurso semanal transmitido pela televisão que não deixará o cargo e que seu governo só "será substituído se o Tribunal Federal" determinar sua saída.

Maliki afirmou que acredita que todas as partes se comprometerão com a lei e a Constituição "para não causar mais distúrbios no país".


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"Peço a todos os blocos políticos que anunciem sua rejeição à atual violação da Constituição caso se preocupem pela estabilidade do Iraque", disse Maliki.

“A violação que ocorreu não tem validade e suas consequências não tem efeito”, disse ele. “O governo continua, e não será mudado exceto após o Tribunal Federal emitir sua decisão."


O primeiro-ministro em fim de mandato reiterou sua chamada para que as forças de segurança do Iraque se mantenham à margem da crise política e se dediquem a defender o país.

O novo presidente iraquiano, Fouad Massoum, encarregou no domingo o xiita Haidar al Abadi a formação de um novo governo no país, em substituição ao de Maliki.


Abadi recebeu aval dos Estados Unidos e do Irã, na terça-feira, após pedir que líderes políticos acabem com as brigas que permitiram que militantes islâmicos tomassem um terço do território iraquiano. 

A televisão estatal relatou nesta quarta-feira que Abadi estava trabalhando na formação de um novo gabinete e desenvolvendo um programa de governo em acordo com outros blocos políticos.

Mas Maliki até agora tem se recusado a deixar o poder, após oito anos como premiê.

Críticos acusam o xiita de marginalizar, durante seu governo, a comunidade sunita que antes dominava o país e, assim, piorar a crise no país. 

O levantamento insurgente no norte deixou fora do controle do governo central boa parte do país e provocou uma crise política, que complicou escolha das novas autoridades iraquianas, que deviam ser nomeadas após as eleições parlamentares realizadas em abril. 

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