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Primeiro-ministro palestino renuncia para criação de novo governo

Internacional|Do R7

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Jerusalém, 25 abr (EFE).- O primeiro-ministro palestino, Rami Hamdala, apresentou nesta sexta-feira sua renúncia ao presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, dois dias depois de ser anunciado o acordo de reconciliação com o movimento islamita Hamas e a formação de um gabinete de unidade transitória. Segundo a agência de notícias oficial palestina "Wafa", Hamdala pôs nesta tarde seu cargo e os dos ministros à disposição de Abbas, para que dissolva o gabinete quando achar oportuno. "Apresento minha renúncia. O governo está agora em suas mãos, excelência, para o que o senhor quiser", disse Hamdala a Abbas, segundo a agência. A decisão do primeiro-ministro veio a público poucas horas antes de o Conselho Central Palestino se reunir em Ramala para pactuar e elaborar uma nova estratégia. Fontes palestinas explicaram à Efe que a reunião, que começará na manhã de sábado na Muqata, sede do governo palestino, tem como objetivo estudar a situação criada após o acordo com o Hamas e a decisão posterior do governo israelense de suspender o diálogo que os Estados Unidos promovem. O enésimo plano de reconciliação palestina foi selado na terça-feira na casa do líder do Hamas em Gaza, Ismail Haniyeh, e recebido com hostilidade pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que acusou Abbas de não querer a paz. A novidade do anúncio está no fato de que estabelece datas aproximadas para condições que já foram aceitas nos pactos de Doha de 2012. A primeira, o partido de um governo de união nacional, presumivelmente sob liderança do Fatah, em um período de cinco semanas e, a segunda, a realização de eleições seis meses depois que o novo executivo começar a viger. Se os prazos estabelecidos ontem à noite forem respeitados, o gabinete de transição estaria pronto na primeira semana de junho - ainda não se sabe com quantos ministérios - e as eleições poderiam ser convocadas no máximo em janeiro de 2015. Embora o acordo tenha sido criticado duramente pelo gabinete de Netanyahu, tanto a oposição israelense como diversos países europeus e latino-americanos o receberam com agrado, já que coincidem em que a unidade palestina é um passo vital para a estabilidade e a paz na região. Os Estados Unidos, inclusive, decidiram manter aberto o processo de diálogo entre israelenses e palestinos, promovido em meados de 2013 pelo secretário de Estado americano, John Kerry, e que há semanas vem perdendo forças. Segundo o acordo, o Hamas se compromete a respeitar todos os acordos assinados previamente pela ANP e pela Organização para a Libertação da Palestina (OLP) com Israel, o que na teoria inclui o reconhecimento desse último Estado por parte do movimento islamita. EFE jm/tr

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