Principais vítimas do conflito no Iraque, 15 mil civis morreram no último ano
Internacional|Do R7
Cairo, 13 jul (EFE).- Os civis continuam a ser as principais vítimas da violência no Iraque, onde pelo menos 15 mil deles morreram e 30 mil ficaram feridos entre janeiro de 2014 e abril deste ano, indicou um relatório publicado nesta segunda-feira pela ONU. O estudo, elaborado pela Unami, missão das Nações Unidas no Iraque e o Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU, destacou que os iraquianos são vítimas de violações de seus direitos fundamentais, especialmente nas áreas controladas pelo grupo terrorista Estado Islâmico (EI). Desde que o EI conquistou cidades e regiões do Iraque em junho de 2014, os civis foram assassinados, sequestrados e perseguidos e um grande número foi obrigado a abandonar suas casas. Nas áreas conquistadas pelos jihadistas, os civis são assassinados, "muitas vezes em desagradáveis espetáculos públicos", assinalou o texto. A ONU advertiu que jornalistas, advogados e médicos são os alvos prediletos dos ataques. A ONU também ressaltou que as minorias étnicas ou religiosas sofrem perseguição, parte de uma "política contínua que busca suprimir ou expulsar definitivamente e destruir estas comunidades" nas áreas dominadas pelo EI. Pelo menos 3.500 yazidíes, população de etnia curda, permanecem reféns do grupo terrorista desde que foram capturados no meio do ano passado, e têm sido sistematicamente submetidos a maus-tratos, violência física e sexual, indicou a ONU. A população que vive sob o jugo do EI também é perseguida por sua orientação sexual, como demonstrou o assassinato de dois homens acusados de serem homossexuais e de um terceiro acusado de blasfêmia na cidade de Mossul, no norte do Iraque, o principal bastião jihadista. A ONU lembrou que as Forças de Segurança iraquianas também cometeram graves violações, como o bombardeio de áreas residenciais, descumprindo a obrigação do governo de adotar as medidas necessárias para proteger a população. Além disso, grupos e milícias não oficiais filiadas ao Estado realizaram ataques e represálias contra civis considerados simpáticos ou leais ao EI. O representante da ONU para o Iraque, Jan Kubis, expressou sua preocupação com os "milhares de civis submetidos a violações dos direitos humanos diariamente, em particular por parte do EI". O texto contém um anexo especial sobre o "massacre de Spiker", em junho de 2014, em que os jihadistas executaram centenas de soldados das Forças de Segurança iraquianas em Tikrit. O alto comissário para os Direitos Humanos, Zeid Ra'ad al-Hussein, ressaltou a "magnitude e a brutalidade" desse massacre e pediu às autoridades que atendam as reivindicações das famílias das vítimas e dos sobreviventes, que clamam por justiça. EFE fc/cd












